Casino de Ponta Delgada vai abrir nas próximas semanas

Casino PDL O Casino de Ponta Delgada, instalado no Hotel Azor, vai abrir nas próximas semanas.
O anúncio foi confirmado ontem pela própria empresa que explora a sala de jogos desta cidade, onde já estão instalados os equipamentos quase todos, faltando apenas um último lote.
A empresa que explorará o Casino chama-se Romanti Casino Azores - Jogo de Animação Turística, SA, e a sua administradora é Vânia Paim.
Trata-se de uma empresa autorizada pelo Governo Regional dos Açores, num processo polémico e conturbado, a mesma que já tem a exploração exclusiva dos jogos de fortuna e azar na ilha Terceira, com a sala de máquinas de jogos (slot machine), que já está em funcionamento.
Em Ponta Delgada o novo Casino deverá criar 35 postos de trabalho, estando os respectivos colaboradores em processo de formação, enquanto que termina a instalação dos sistemas de gestão e do sistema do Serviço de Regulação e Inspecção de Jogos.
O Casino, o Hotel e as Galerias da Calheta estiveram sempre envolvidas em polémica, após falência da sua empresa inicial, desconhecendo-se ainda o  destino das galerias, depois de promessas de demolição.
O próprio Casino tinha a sua abertura anunciada para Maio do ano passado, por via da abertura do Hotel Azor, primeira unidade de cinco estrelas da ilha, que.
O Azor resultou do investimento de 9 milhões de euros na recuperação do Hotel Príncipe do Mónaco,  que esteve vários anos embargado.
O Fundo Discovery, dono do hotel, é também proprietário do Hotel SPA das Furnas, inaugurado em Março de 2015, mas a exploração do Casino foi concessionada.
Sérgio Ávila disse na altura que, destes dois investimentos (o Hotel Spa das Furnas e o Azor), “além da recuperação de dois imóveis que estavam degradados e de um processo muito complexo e complicado, que demorou muitos anos a resolver, teremos a partir do final de Maio dois hotéis de enorme qualidade e com a criação de 170 postos de trabalho”.
A 1 de Junho do ano passado, o mesmo governante anunciou um projecto apresentado pelo Fundo Discovery em que, “após muitos meses de trabalho silencioso (...) conseguiu-se a demolição total das galerias comerciais e a devolução dos espaços verdes à população”.
O que ainda não aconteceu.

 

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E as galerias?

O processo de construção do Hotel Príncipe de Mónaco (hoje Hotel Azor) em Ponta Delgada é conhecido de toda a gente.
Foi uma verdadeira trapalhada que não dignificou ninguém: nem Governo, nem parlamento, nem muito menos a Câmara de Ponta Delgada.
A teia de interesses em que todo este negócio esteve envolvido deu logo para perceber que Ponta Delgada ia herdar, naquele local, um grande elefante branco.
A verdade é que o hotel está concluído e a funcionar (um excelente hotel de 5 estrelas), o prometido Casino vai abrir, mas as galerias inacabadas continuam lá, qual monstro fantasmagórico, a recordar o pesadelo político de todo este processo.
Das promessas para a sua demolição, até agora, só resta a palavra dada de governantes, empresários e autarcas, já que nenhum deles cumpriu com o destino anunciado.
As ruínas das galerias da Calheta são uma mancha vergonhosa que ali permanecem e não se percebe quais são os interesses que estão a entravar a solução tanta vez anunciada e nunca praticada.
Era bom que que alguém, com responsabilidades, viesse esclarecer o que se passou, o que se está a passar e o que se irá passar com as “masmorras” da Calheta. Ou no dia da inauguração do Casino, como fizeram com o hotel, vão todos virar a cara à entrada e à saída da cerimónia?
O. C.