Principais indicadores sugerem que economia açoriana está a recuperar

pessoas em Ponta delgada O SREA divulgou ontem o Boletim Trimestral de Estatística relativo ao 4º trimestre de 2016, onde prevê um desempenho positivo da economia açoriana.
“O comportamento dos diferentes indicadores disponíveis, no 4º trimestre de 2016, nomeadamente a evolução favorável do Indicador de Actividade Económica (+1,5%), com aceleração relativamente ao trimestre anterior (1,3%), o aumento do emprego homólogo (1,8%), o acréscimo dos levantamentos nas caixas multibanco (+2,5%), a subida do consumo de energia nos sectores industrial e serviços (+2,4%), permite indiciar um desempenho global positivo da actividade económica regional neste trimestre”, lê-se no documento agora divulgado.
O desempenho dos indicadores, em cada um dos sectores, sugere que, tal como nos trimestres anteriores, os sectores secundário e terciário deverão ter continuado numa evolução positiva enquanto o desempenho do sector primário deverá ter sido desfavorável.
 Assim, no sector primário o leite entregue nas fábricas (-1,5%) continua com evolução negativa.
Continuam, igualmente, negativas as taxas do emprego homólogo (-8,1%) e da Pesca descarregada (-19,7%).
Com evolução bastante favorável encontra-se o abate de gado bovino (14,9%) e a exportação de gado vivo (15,5%).
No sector secundário há a registar, positivamente, o aumento homólogo do emprego (2,9%), o consumo de energia (2,4%) e a produção de queijo (13,8%).
Com desempenho favorável encontra-se também o sector da construção: a venda de cimento retoma a evolução positiva (7,6%) e o emprego aumenta quer homólogo (14,7%) quer trimestral (6,0%).
Em sentido oposto, a produção de leite para consumo (-14,9%) e o licenciamento (-4,1%).
No sector terciário quase todos os indicadores têm comportamento bastante positivo.
Assim, o turismo cresce mais de 22%, os passageiros desembarcados ultrapassam os 15% e a venda de automóveis ligeiros os 14%.
Para além destes indicadores, verifica-se também um aumento homólogo do emprego (3,0%) e a venda de produtos alimentares regista uma evolução ligeiramente positiva (0,3%).
Em termos anuais, a economia regional deverá ter tido também uma evolução favorável em 2016, a avaliar pela evolução dos diferentes indicadores, nomeadamente o IAE (2,5%), a criação líquida de emprego (0,6%), o aumento dos levantamentos nacionais (3,0%) e internacionais (7,1%), a evolução positiva do consumo de energia dos sectores industrial (3,2%) e serviços (2,8%), do aumento significativo das dormidas (21,1%), dos passageiros desembarcados (19,9%) e da venda de automóveis (32,3%).
A taxa de desemprego regional no 4º trimestre (10,4%), situou-se abaixo da média nacional (10,5%), corresponde a uma diminuição homóloga de 2,2 p. p. e trimestral de 0,3 p. p.. e é também a mais baixa em 22 trimestres.
A taxa de desemprego anual fixou-se nos 11,1%, uma redução de 1,7 p. p. face ao ano anterior.
A taxa média de inflação foi de 1,23% em Dezembro (a média nacional foi 0,6%), registando um aumento de 0,1 p.p. relativamente a Setembro de 2016 e de 0,2 p.p. relativamente a 2015.
Em Dezembro a taxa homóloga foi de 1,8%, sendo a taxa correspondente a nível nacional de 0,9%.