Kol de Carvalho quer revisão do Plano Director Municipal de Ponta Delgada

kol de carvalho1 O candidato independente do Bloco de Esquerda à autarquia de Ponta Delgada, Jorge Kol de Carvalho, traçou como prioridade da sua candidatura a revisão do Plano Director Municipal e a criação de um Plano de Pormenor de Salvaguarda do Centro Histórico, para “anular futuras acções urbanísticas idênticas às que adulteraram e adulteram todos os dias a cidade, e como quem faz troça, ostensivamente descaracterizam a sua zona histórica”.

Kol de Cravalho, arquitecto de 69 anos, que apresentou a sua candidatura esta segunda-feira, defendeu que deve ser exercida pressão na regulação do mercado das rendas, que a implantação descontrolada do alojamento local agrava, “inviabilizando o arrendamento pelas classes mais desfavorecidas, e que simultaneamente promove a desertificação do casco histórico em abono de uma qualquer coriscolândia, onde o consumo substitui a vivência”. 

“A concretização do direito à mobilidade” é outra das prioridades da candidatura. Uma mobilidade “assente em redes e infraestruturas de transporte público adequadas à cidade, ao seu centro histórico, ao território e à população”. 

Kol de Carvalho defende, neste sentido, a construção de estações rodoviárias assistidas por parqueamento automóvel, recuperando uma proposta que tinha defendido nas últimas eleições autárquicas, em que também foi candidato pelo BE. 

Nesta matéria, o candidato defende ainda “a reestruturação efectiva dos transportes públicos, através da remodelação da rede urbana de transportes, de novo tarifário e de uma integração do sistema de bilhetes e passes comum entre transportadoras”.

Ao nível ambiental, assume  o cumprimento das metas de reciclagem, “ameaçadas pela opção dos munícipios da ilha de São Miguel pela incineração”, também como prioridade.

O candidato independente  do Bloco de Esquerda pretende “estabelecer programas sociais que sejam a expressão de direitos e da dignidade, e não um exercício de mera solidariedade, como a ajuda aos sem abrigo na sua saída da rua, a criação da mercearia solidária, ou o apoio a projectos de economia solidária”, e pretende “combater a contratação precária nos critérios de contratação pública da autarquia”.

Kol de Carvalho criticou o actual executivo pelo “continuado esbanjamento de dinheiros públicos, sem adequadas soluções, num permanente quadro de disparates sociais, urbanos e ambientais, numa proliferação de irresponsabilidades”.

Vera Pires, cabeça-de-lista à Assembleia Municipal, destacou o trabalho que tem sido feito pelo BE neste órgão autárquico ao longo dos últimos três mandatos “para melhorar a vida de quem reside, trabalha ou estuda no concelho”, tendo defendido que uma representação “mais forte do BE irá aumentar esta capacidade de acção”.