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Escrito por Mariana Botelho
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Quarta, 28 Julho 2010 11:46 |
Quem não deseja conhecer o seu passado? E que melhor forma de o fazer se não através de lembranças, fotos e histórias que os nossos avós tanto gostam de nos contar… Geração contrastante com a minha esta que me é mostrada desde que era pequenina. Hoje, sinto-me virtuosa por poder ter pelo menos uma pequena ideia do que foi a vida de cada um deles, naquele tempo em que os meus pais não eram mais do que projectos. Tenho a “sorte” de poder ter conhecido os meus quatro avós (sorte entre aspas, porque a lei da vida não depende da sorte nem do azar). Hoje, apenas com três deles presentes, congratulo-os a cada um, reconhecendo todo o suporte afectivo que me ofereceram e continuam a oferecer. Felicito-os aos quatro. Sim, ao meu avô que partiu, também. Não podendo agradecê-lo, tentar ensinar-lhe alguma coisa (porque os avós também podem aprender com os netos), nem abraça-lo como faço – com sincero agrado – com os outros, escrevi esta carta para o homenagear: Embora tivesse apenas 9 anos quando partiste, lembro-me de ti e ainda hoje tenho a honra de poder conhecer-te pouco mais, através do que a Avó me conta. Homem sábio, seguro de si e convicto da sua vontade, és um modelo para mim, agora que conto com 19 anos de idade. Viajante, aventureiro, com um espírito académico de louvar e açoriano de alma e coração, orgulho-me em ser tua neta e mantenho-te no meu pensamento e coração em todas as etapas importantes da minha vida, tentando seguir os teus passos da melhor forma que sei. Lembro-me de ti todos os dias, mas já que o dia 26 de Julho está guardado no calendário para celebrar os avós, aproveitei-o para te escrever esta carta, uma pequenina amostra de que reconheço o valor da tua grande sabedoria. Que este dia sirva para não só os netos mas também pais e amigos celebrarem a existência destes parentes (dos que já partiram e dos que ainda cá estão), imprescindíveis ao crescimento de cada um de nós. Porque é bom lembrar de vez em quando aqueles que nos são prezados.
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