Senadores e congressistas dos EUA pedem à SATA que repense rota de Providence

Azores Airlines 2

Dois congressistas e dois senadores norte-americanos, eleitos pelo Estado de Rhode Island, onde se situa o aeroporto de Providence, acabam de escrever uma carta ao Embaixador de Portugal em Washington, Fezas Vital, manifestando a sua preocupação com a decisão da SATA em abandonar a rota de Providence e pedindo que a transportadora repense a sua decisão.

Na carta, a que o “Diário dos Açores” teve acesso, os quatro influentes políticos norte-americanos começam por elogiar a operação que a Azores Airlines efectuou em Providence no Verão passado, sublinhando que a parceria entre Rhode Island, “que tem a terceira maior comunidade luso-americana no país”, e a SATA, constitui uma forte ligação nos laços culturais e económicos.

Os congressistas e senadores recordam que os Açores são o ponto mais perto da Europa para os EUA e um destino popular para os viajantes, para depois manifestar a sua preocupação com a decisão da SATA, que dizem respeitar, mas que poderá ter efeitos económicos e sociais nos residentes do Estado de Rhode Island e nos viajantes que escolhem “este destino vibrante”. Ao mesmo tempo manifestam também preocupação com os cidadãos portugueses que queiram viajar para Rhode Island.

“Assim sendo, pedimos muito respeitosamente, dentro das regras e regulamentos do seu gabinete, que explore todas as possibilidades para restabelecer a rota da Azores Airlines no aeroporto de Providence”, conclui a missiva dos políticos norte-americanos.

O primeiro subscritor é o conhecido senador Jack Reed, do Partido democrata, o mais antigo senador de Rhode Island, seguindo-se o senador Sheldon Whitehouse, também senador por Rhode Islande que foi durante muitos anos Procurador deste estado, e os dois congressistas, também de Rhode Island, James R. Langevin, do segundo distrito congressional de Rhode Island desde 2001,  membro do Partido Democrata e o primeiro tetraplégico a servir no Congresso, e David N. Cicilline, congressista desde 2011.

 

Vasco Cordeiro diz que acessibilidades aéreas não se esgotam na SATA

 

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, lembrou domingo que as acessibilidades aéreas à região não se esgotam na SATA.

“Aquilo que está a ser feito, e o mandato claro que existe, é o de melhorar a situação da companhia do ponto de vista do serviço prestado, da própria sustentabilidade da sua operação, e nós acreditamos que esse é um trabalho que vai ser bem-sucedido”, declarou o chefe do executivo açoriano.

Vasco Cordeiro falava no final de cinco dias de visita oficial à Califórnia, tendo a transportadora aérea açoriana sido tema recorrente nos contactos com a diáspora daquele estado norte-americano.

“A SATA mantém, é um objectivo estratégico, a ligação com a diáspora”, mas “não se pode pedir” à empresa aquilo que não se exige a mais nenhuma companhia neste mundo”, prosseguiu Vasco Cordeiro, lembrando os “desafios” da transportadora aérea e as suas “circunstâncias próprias”, desde logo a reduzida frota para voos de e para fora do arquipélago.

“O trabalho de acessibilidades à região conta com a SATA, mas não se esgota apenas na SATA”, declarou ainda o governante, lembrando a ligação aérea da Delta que existe entre Nova Iorque e Ponta Delgada.

Outro tema abordado ao longo dos dias na Califórnia foi o acordo de cooperação e defesa com os Estados Unidos, nomeadamente no que refere ao uso da base das Lajes, na ilha Terceira.

“A minha posição em relação ao acordo de cooperação e defesa neste momento é clara, já a tornei pública várias vezes. Esse é um assunto que, antes de ser colocado aos Estados Unidos, há um conjunto de aspectos que têm de ser clarificados internamente entre o Estado, Governo da República e Governo Regional”, disse Vasco Cordeiro sobre a base e uma eventual avaliação e renegociação do acordo.

De todo o modo, o governante defendeu que a visita aos Estados Unidos não se devia ocupar de “matérias que têm numa primeira fase que ser tratadas dentro” de Portugal, como é o caso.

O chefe do executivo açoriano regressou domingo ao arquipélago depois de uma visita oficial de cinco dias ao estado norte-americano da Califórnia, intercalando contactos oficiais, políticos e económicos com encontros com comunidades açorianas.

Segundo dados oficiais, a população de origem portuguesa no estado é de cerca de 345 mil pessoas, estimando-se que cerca de 70% seja oriunda dos Açores.

Nesta deslocação oficial, o presidente do Governo dos Açores esteve acompanhado pelo Secretário Regional com a tutela das Relações Externas, Rui Bettencourt, e por deputados do PS e PSD à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.