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PSD quer saber que destino irá ter o lixo produzido nas Flores

PAULO RIBEIRO O PSD/Açores quer saber que destino vai ter “o lixo produzido na ilha das Flores”, uma vez que “não existem centros de valorização energética na Terceira ou em São Miguel, que possam tratar aqueles resíduos”, alertou o deputado Paulo Ribeiro.
Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, ao qual tivemos acesso, o social-democrata lembra que, “na recente visita do Governo Regional às Flores, Carlos César referiu-se ao centro de processamento de resíduos da ilha como sendo o início do maior projecto ambiental de sempre nas nossas ilhas”, cita o deputado, acusando o presidente do Governo de o ter feito “de forma demagógica e propagandista”, uma vez que “é impossível, para já, transformar aquele lixo”, explicou.
Desse modo, Paulo Ribeiro questiona a tutela sobre “o que vai acontecer aos resíduos produzidos nas Flores”, e adianta que “esta proclamação do maior projecto ambiental de sempre, se enquadra no conjunto de inverdades anunciadas nas Flores, e que revelam o profundo desprezo que o Governo Regional mostra pelas ilhas do grupo ocidental”, afirma.
Segundo o deputado do PSD, “é preciso saber para onde serão encaminhados os resíduos não passíveis de tratamento no centro de processamento de resíduos agora inaugurado nas Flores, que não serão valorizados por compostagem ou reciclagem, enquanto não estiverem em funcionamento os centros de valorização energética previstos para as ilhas de São Miguel e da Terceira”, avança.
Sobre essas mesmas estruturas, Paulo Ribeiro quer saber “o valor do investimento a realizar na construção destes dois centros e qual o seu modelo de financiamento”, e pretende ver esclarecida “a previsão de entrada em funcionamento daqueles mesmos centros de valorização energética, sobre os quais pouco ou nada se sabe”, acrescentou.
O parlamentar lamenta ainda que o presidente do Governo tenha avançado uma solução, “que aponta a valorização do lixo em instalações para resíduos combustíveis não recicláveis, em São Miguel e na Terceira, visando uma menor dependência externa para a produção de energia, sem se referir a essas mesmas instalações. Foram declarações que configuram uma forte desonestidade intelectual e falta de respeito para com os florentinos e os açorianos em geral, por parte do presidente do governo”, concluiu