Empresários da restauração satisfeitos com medidas de apoio à liquidez, mas valor “não é suficiente”

restaurante mesa

A União de Empresários da Restauração dos Açores (UERA), que representa 84 empresários de todas as ilhas da região, manifestou satisfação com o anúncio de desburocratização no acesso ao programa de apoio à liquidez das empresas, considerando, contudo, que o valor não é suficiente. Em comunicado, o movimento congratula o Governo Regional dos Açores “pela facilidade do mecanismo de acesso ao programa de apoio à liquidez”. 

“Apesar do valor não ser suficiente, este processo, desburocrático e inédito, vem facilitar as candidaturas ao programa e deve ser visto como um exemplo para programas futuros”, lê-se na nota enviada ontem às redacções pela UERA.

O movimento manifesta ainda o seu apoio aos dois Projectos de Decreto Legislativo Regional, apresentados esta semana pelo PS/Açores. Segundo referem os empresários da restauração, os projetcos tiveram em conta propostas apresentadas pela UERA, nomeadamente, “o aumento do Programa de Apoio à Restauração e Hotelaria para a Aquisição de Produtos Açorianos (Marca Açores) para 40%, num tecto máximo de 15.000 euros; a reactivação do Programa de Apoio aos Custos Fixos das Empresas do Sector do Turismo, contemplando novas despesas elegíveis, tal como propusemos, como a contabilidade, o HACCP, o software de facturação, o licenciamento da SPA e PassMusic, entre outros”. “Vimos, neste sentido, apelar à sensibilidade e bom senso dos senhores deputados na aprovação destas medidas que consideramos fundamentais para as empresas de restauração dos Açores” apelam.

Os representantes do movimento revelam ainda que reuniram com o PAN/Açores, partido que demonstrou “estar alinhado” com as propostas dos empresários.

Segundo o movimento, o PAN comprometeu-se a, “num futuro muito próximo”, elaborar um projecto para apresentar à ALRAA, para propor “a regularização dos limites estabelecidos pelo programa Apoiar.PT Açores; a inclusão de outras despesas elegíveis no Programa de Apoio à Adaptação das Empresas em contexto COVID-19, no sentido de poderem, também, contemplar a adaptação das empresas de restauração à nova realidade de Take Away; a possibilidade de empresas que contraíram dívida à Segurança Social ou Finanças durante o período de pandemia poderem concorrer aos apoios ou, àquelas empresas que já têm contratualizado um plano de pagamentos sem prestações irregularizadas, poderem concorrer sem ser necessária a prestação de uma garantia bancária”.