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Doença de Parkinson atinge cerca de 500 pessoas em São Miguel

parkinsonA recém-criada delegação de São Miguel da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson estima que, nesta ilha, existam entre 275 a 500 pessoas que sofrem dessa doença degenerativa. Sabrina Pimentel, médica fisiatra e membro da comissão instaladora desta associação, explica, em declarações ao Diário dos Açores, que a inexistência de um grupo de pessoas que proporcionasse apoio e convívio a quem sofre dessa patologia, foi um dos motivos que levou à criação desta delegação, que entre as várias acções que pretende realizar, prevê, já a curto prazo, “facilitar o acesso a cuidados de saúde especializados e a assistência domiciliária aos membros mais necessitados”

 

A recém-criada delegação de São Miguel da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk) estima que na ilha de São Miguel existam entre 275 a 500 casos de pessoas portadoras desta doença.
Em declarações ao Diário dos Açores, Sabrina Pimentel, médica fisiatra e membro da comissão instaladora desta associação, explica-nos que foi, sobretudo, “a inexistência, nesta ilha, de um grupo de pessoas que proporcionasse apoio aos micaelenses com doença de Parkinson e favorecesse o convívio e a partilha de experiências e vivências”, que motivou a criação desta delegação.
Parkinson é a patologia do movimento mais comum no nosso país. Não é possível preveni-la e a causa exacta continua desconhecida. Porém, pensa-se que resulta de uma combinação de vários factores, como “o envelhecimento acelerado, susceptibilidade genética, toxinas ambientais e stress oxidativo”. Os  sintomas revelados pela doença são, essencialmente, “tremor em repouso, bradicinesia (lentificação de movimentos) e rigidez. Nalguns casos, também se verifica instabilidade postural”, diz, lamentando, por outro lado, as lacunas que existem na região “ao nível de cuidados de saúde e suporte social” ao doente de Parkinson.
Questionada sobre as dificuldades com que este se depara, a médica avança que a pessoa se vê confrontada com vários obstáculos, nomeadamente “as decorrentes do tremor (que contudo diminui com a actividade voluntária, sendo, por isso, o menos incapacitante dos sintomas principais), as decorrentes da bradicinesia (por exemplo, diminuição da destreza manual ou dificuldades na marcha, no levantar-se de uma cadeira ou ao sair de um carro), as decorrentes da rigidez (que é responsável pela postura parkinsónica típica e que também pode causar dificuldades na marcha) e as decorrentes da instabilidade postural (que leva a tendência para quedas, com risco significativo de lesão)”.
Criada no passado dia 11 de Abri (Dia Mundial da Doença de Parkinson), esta delegação tem como principais objectivos providenciar o aconselhamento individual, presencial ou por telefone, garantir assistência domiciliária (visitas e fisioterapia) aos membros mais necessitados, promover encontros de associados, “como meio de gerar entreajuda, convívio e organizar actividades lúdicas, terapêuticas e culturais”, e divulgar informação sobre a doença e as formas de superar as dificuldades, contribuindo dessa forma para “a mudança de atitude em relação à doença de Parkinson, tanto das pessoas portadoras, como do público em geral”, destaca.