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Cadeias dos Açores estão sem psicólogo

cadeiaDesde o início de 2015, 18 estabelecimentos prisionais ficaram sem apoio psicológico em permanência, entre os quais os três estabelecimentos dos Açores.
A notícia é avançada pelo “Diário de Notícias”, que explica que Angra do Heroísmo (ilha Terceira), Bragança, Cadeia de Apoio da Horta (ilha do Faial), Chaves, EP PJ do Porto, Évora, Faro, Funchal, Guimarães, Lamego, Odemira, Olhão, Ponta Delgada (ilha de S. Miguel), Silves, Tires, Viana do Castelo e Viseu já não possuem psicólogo em permanência e quando esse apoio é necessário, é solicitado um psicólogo ou os presos são levados a consultas de psicologia nos hospitais.
O Ministério da Justiça referiu ao “Diário de Notícias” que a Direcção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) aguarda apenas o envio de um protocolo por parte da Ordem dos Psicólogos para melhorar esta situação.
Já a DGRSP lembrou que os presos dispõem ainda do Serviço Nacional de Saúde e também dos técnicos de reinserção social com formação académica em Psicologia.

Cadeia de Ponta Delgada “é a situação mais complexa”

A ministra da Justiça voltou a alertar para a degradação do parque penitenciário português, que considera necessitar de “intervenções urgentes”, prometendo a revitalização de algumas cadeias.
Francisca Van Dunem, constatou que o parque penitenciário português é “vetusto e necessita de intervenções urgentes”.
“No vasto conjunto edificado de 49 estabelecimentos prisionais ainda se utilizam edifícios construídos no século XIX, como a cadeia de Ponta Delgada e o Estabelecimento Prisional de Lisboa”.
Nesse sentido, a governante salientou que o Ministério da Justiça e o Governo estão a “trabalhar num plano a dez anos de revitalização do edificado prisional”.
Segundo Francisca Van Dunem, na maioria dos casos, a intervenção “passará por obras de beneficiação”, mas em algumas situações haverá a necessidade de construir.
“Estamos à procura de alternativas, e em articulação com o senhor director-geral da Reinserção e Serviços Prisionais, em relação às situações mais graves para encontrarmos quadros alternativos que nos permitam desocupar determinados espaços e criar espaços novos com condições diferentes e mais dignas para a população reclusa”, acrescentou.
O estabelecimento prisional de Ponta Delgada “é a situação mais complexa”, reforçou a ministra, admitindo ainda “dificuldades no EPL”.
“Não se tratará de reconstrução, mas de fazer obras de vulto. Temos mais um conjunto de outros estabelecimentos definidos como prioritários, onde vão ser feitas obras prioritárias. Serão feitas transferências de reclusos de uns sítios para os outros para criar situações de habitabilidade. No meio disso, estamos a trabalhar no sentido da eficiência energética, utilizando todos os meios que temos ao nosso dispor para criar melhores condições no interior das cadeias e também para melhorar no domínio da saúde e da empregabilidade”, disse ainda Francisca Van Dunem.