A aposta em projectos de “turismo sustentável e devidamente enquadrados com a nossa natureza” constituem uma prioridade para a Câmara da Ribeira Grande. Esta ideia foi defendida por Alexandre Gaudêncio, presidente da autarquia, na abertura do seminário “Turismo Sustentável, acessível e inclusivo: desafios para o destino Açores”, evento que decorre desde ontem e até hoje no Teatro Ribeiragrandense.
Promovido pela Câmara da Ribeira Grande em parceria com a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, o seminário pretende caracterizar o estado-da-arte do turismo acessível e inclusivo e aprofundar o conhecimento em torno de temas mais especializados.
Alexandre Gaudêncio fixou uma meta a concretizar no futuro próximo: “Queremos chegar às mil camas nos próximos três anos. Esse objectivo é essencial para não ficarmos para trás no que respeita ao desenvolvimento turístico do concelho. Se queremos crescer, temos que ter capacidade para fixar o turista na nossa terra”, vincou.
A este propósito, o presidente da autarquia lembrou que, em 2012, “a Ribeira Grande disponha de quinze alojamentos locais e agora já oferece sessenta, triplicando o número de camas que passou de cerca de 120 para 475 no presente”.
Só que o edil não quer “investimento de qualquer maneira”, defendendo que, tal como se tem verificado, que “os investimentos têm de respeitar as normas existentes no Plano Director Municipal e, acima de tudo, têm de ser projectos sustentáveis e enquadrados com a natureza. Não queremos monstros de betão”, defendeu. Ciente de que “a natureza e o nosso verde são os aspectos que os turistas mais valorizam, é determinante que todo e qualquer investimento respeite a área de implantação e a toda a zona circundante para não perdermos aquelas que são as nossas mais-valias.”
Alexandre Gaudêncio recordou que “foi nos últimos três anos que a Ribeira Grande conheceu o maior investimento ao nível da oferta turística, mormente no que se relaciona com o progressivo aumento do número de camas, tendência que pretendemos manter nos próximos anos”.