Sociedade Coliseu Micaelense vai passar a ter Conselho de Administração não remunerado

coliseu micaelenseNa primeira reunião da nova Câmara Municipal de Ponta Delgada, os vereadores da oposição questionaram o Presidente da autarquia, José Manuel Bolieiro, sobre a Sociedade Coliseu Micaelense, a propósito da cessação de funções do seu Director-geral.

A este respeito, o autarca reafirmou o seu entendimento de que “o exercício de administração do sector empresarial local deve corresponder ao prazo dos mandatos autárquicos, pelo que, no termo do mandato autárquico, os respectivos gestores devem cessar as suas funções”.

“Foi isso que determinei em relação aos membros do Conselho de Administração da Coliseu Micaelense e foi isso que o próprio Conselho de Administração entendeu aplicar ao Director-Geral, comunicando ao serviço de origem que cessaria a sua cedência de interesse público”, disse.

José Manuel Bolieiro garantiu “não existir qualquer suspeição de gestão danosa” e adiantou que o Município vai propor que a Sociedade Coliseu Micaelense passe a ter um novo Conselho de Administração, não remunerado, sob a presidência do Vice-presidente da Câmara Municipal, Humberto Melo.

 

Ponta Delgada vai melhorar recolha de resíduos urbanos

 

A Câmara Municipal de Ponta Delgada “vai melhorar” o sistema de recolha dos resíduos sólidos urbanos no maior concelho dos Açores. A garantia foi dada na passada Quinta-feira pelo Presidente do executivo camarário, José Manuel Bolieiro.

No período de antes da ordem do dia da primeira reunião da nova Câmara Municipal, o responsável autárquico reconheceu que a recolha de resíduos sólidos urbanos “tem de ser aperfeiçoada, desde logo porque há maior produção de resíduos, especialmente decorrente do aumento do turismo”.

Respondendo a questões suscitadas pelos vereadores da oposição, José Manuel Boleiro esclareceu que “está fora de questão a privatização do serviço”, mas adiantou que a Câmara Municipal “terá de recorrer a empresas privadas, em regime de complementaridade, para melhorar a recolha dos resíduos, tanto no curto prazo como no longo prazo”.

“Promoveremos uma estratégia adequada, com urgência, que alie os meios disponíveis da autarquia, com o recurso a outros e novos meios, em parceria ou por contratação”, anunciou José Manuel Bolieiro, para assim “cumprir as metas definidas pela AMISM (Associação dos Municípios da Ilha de São Miguel), de acordo com a directiva comunitária”.

No caso concreto da recolha de resíduos no maior parque empresarial do concelho, igualmente suscitada na primeira reunião camarária, o líder do executivo recordou que a Azores Parque é uma empresa municipal, com capitais privados e públicos.

“A gestão do domínio público municipal, designadamente ao nível da recolha dos resíduos sólidos urbanos, é assumida pela Câmara, mas a entrega dos resíduos industriais à AMISM é da responsabilidade dos locatários ou proprietários instalados na Azores Parque”, explicou José Manuel Bolieiro.