Municípios dos Açores foram os que mais aumentaram as despesas em actividades culturais e criativas

camara PDLAo contrário do verificado no país, as Câmaras Municipais dos Açores aumentaram no ano passado as suas despesas em actividades culturais e criativas.

Segundo divulgou ontem o INE, em 2016 as despesas das Câmaras Municipais em actividades culturais e criativas no país ascenderam a 385,7 milhões de euros, significando uma diminuição de 6,5 milhões de euros face ao ano anterior.

O decréscimo de 1,7% deveu-se à redução de 52,2% nas despesas de capital (menos 46,9 milhões de euros).

Do total das despesas em actividades culturais e criativas realizadas em 2016, 88,9% foram despesas correntes e 11,1% despesas de capital. 

No ano anterior, essa repartição tinha sido 77,1% e 22,9%, respectivamente.

Para a diminuição das despesas em actividades culturais e criativas contribuíram as efectuadas nas autarquias do Centro (-13,2%), Alentejo (-5,0%) e Norte (-4,0%). 

Pelo contrário, em termos globais registaram-se aumentos nas despesas efectuadas pelo conjunto das autarquias da Região Autónoma dos Açores e da Região Autónoma da Madeira (ambas com aumentos de 12,3%) da Área Metropolitana de Lisboa (11,9%) e do Algarve (11,3%).

 Considerando as despesas por domínios e sub-domínios evidenciaram-se as afectas às Actividades interdisciplinares com 111,2 milhões de euros, dos quais cerca de metade (51,7%) foram destinadas ao “apoio a entidades culturais e criativas” e 24,0% à “administração geral”.

As Artes do espectáculo absorveram 87,9 milhões de euros (menos 6 milhões de euros relativamente ao ano anterior), destacando-se os espectáculos de “música” e “teatro” com 31,1% e 17,9%, respectivamente, e a “construção e manutenção de recintos de espectáculos” (17,2%).

Da verba atribuída ao Património cultural (78,9 milhões de euros), 56,7% financiaram as despesas dos “museus” e 16,5% destinaram-se aos “monumentos, centros históricos e sítios protegidos”.

Às Bibliotecas e arquivos foram atribuídos 66,4 milhões de euros, evidenciando-se a verba maioritariamente reservada às “bibliotecas” (78,8%), seguida dos “arquivos” (25,6%). 

No total das Câmaras Municipais, as despesas em actividades culturais e criativas representaram 5,2% no orçamento de 2016, mas foram os municípios das regiões do Região Autónoma dos Açores, Alentejo, Centro que destinaram maior proporção do seu orçamento às actividades culturais e criativas: 7,9%, 6,7% e 5,6% respectivamente. 

Essa proporção teve menor importância nos orçamentos do conjunto das autarquias da Região Autónoma da Madeira (4,0%), Algarve, Área Metropolitana de Lisboa e Norte (4,8% em cada uma das regiões).