“Ferrys têm os requisitos necessários para manobrar em segurança”

mestre simão encalhadoNa sequência da notícia publicada na nossa edição de ontem, com o título “Comandante Lizuarte avisou que obras no porto da Madalena iam dificultar operacionalidade dos navios”, o Comandante Lizuarte Machado enviou-nos a seguinte carta: “É efetivamente verdade que em 2011, em documento escrito, chamei a atenção para a operacionalidade do Porto da Madalena, na sequência das obras que ali se iriam realizar, mas esse alerta não teve a ver, pelas razões que abaixo explico, com a questão da manobra de entrada ou saída de navios no porto.

Lido atentamente o documento conclui-se, como aliás era minha intenção, que o enfoque estava justamente na operacionalidade dos navios atracados e com operação de embarque/desembarque com recurso a rampa RO-RO.

Tal devia-se ao facto de o Porto da Madalena estar exposto a Norte / Noroeste, “janela” através da qual se geram dentro do Porto situações de maior instabilidade do espelho liquido e, frequentemente, sobre-elevação do nível da água do mar a que acresce a nova condição de operação dos navios “Mestre Simão” e “Gilberto Mariano” os quais, pela condição de serem “ferrys” exigem maior estabilização da bacia de água. 

Em nenhum momento foi colocada a questão da manobra até porque, colaborei na fase inicial do desenvolvimentos dos projectos dos referidos navios  e a condição de manobra dos mesmos no Porto da Madalena foi, como não podia deixar de ser “passada a pente fino”, não subsistindo quaisquer duvidas relativamente à sua segurança.

Qualquer outra interpretação é pura fantasia. Os referidos navios têm os requisitos necessários e suficientes para manobrar em segurança, como aliás, ao longo do tempo que levam de operação já provaram. Infelizmente os acidentes com homens e máquinas são e, serão sempre, inevitáveis e imprevisíveis.

Quanto à realização de estudos para determinarem as condições de operacionalidade dos Portos do Triângulo devo esclarecer que os mesmos estão já implementados como se pode constatar pelo número de vezes que o Senhor Capitão do Porto da Horta, representante local da Autoridade Marítima Nacional, com mestria, bom senso e enorme profissionalismo, mandou encerrar os referidos Portos à navegação. Como se pode constatar pelas muitas imagens publicas e publicadas, não era condição que se verificasse no passado dia 6 como se verifica pelo número de embarcações que nesse dia demandaram o referido porto; dois reboques, dois Cruzeiros, uma lancha de pilotos e vários semirrígidos.” 

 

Decq Mota defende estudo nos portos do Triângulo

 

O presidente do Clube Naval da Horta (CNH), José Decq Mota, defende a realização de um estudo que determine as condições de operacionalidade nos portos do Triângulo para evitar acidentes como o de sábado com o navio “Mestre Simão”.

“Tenho ideia de que tem de ser estudada a operacionalidade do porto com estes navios, com rigor técnico e científico, recorrendo a homens do mar, a pessoas capazes de avaliar as forças, a inércia dos navios, capazes de avaliar todos os factores, no sentido de depois poder haver decisões claras sobre que meios se empregam em função do tempo que está”, advertiu José Decq Mota.

O dirigente náutico, antigo líder regional e deputado do PCP, desde muito novo ligado às actividades náuticas de recreio, entende que esse estudo é fundamental para que as autoridades possam decidir, previamente, se uma determinada embarcação de transporte de passageiros, tem ou não condições de operar num determinado porto.

“Nós temos de ter a coragem de decidir assim: Não está condições para ir o Mestre Simão ou o Gilberto Mariano, vai outro! Se tem condições para outros, vão outros, se não tem, não vão”, insistiu o presidente do CNH, recordando que no sábado, dia em que o navio “Mestre Simão” encalhou na Madalena do Pico, a ondulação estava muito elevada à entrada do porto.

 

Bebé nasce a bordo do Cruzeiro das Ilhas

 

Um bebé, do sexo masculino, nasceu na madrugada de domingo a bordo da embarcação Cruzeiro do Canal quando esta fazia a ligação entre a ilha do Pico e o Faial.

Segundo a empresa pública de transporte marítimo de passageiros e viaturas nos Açores, a Atlânticoline foi contactada para retirar uma grávida da Madalena do Pico para a Horta, no Faial, num percurso com duração de meia hora.

O barco saiu da Madalena do Pico às cinco da manhã e chegou à Horta meia hora depois, mas o bebé nasceu entretanto, indicou a mesma fonte, acrescentando que o parto foi realizado com a ajuda da equipa de assistência que seguia a bordo.

O bebé, que se encontra bem de saúde, e a mãe foram transportados posteriormente para o Hospital da Horta, adiantou.