Maioria das queixas dos açorianos é contra os correios

CttOs açorianos apresentaram mais queixas em 2017, sobre as mais variadas actividades, mas sobretudo contra os correios postal e expresso.

Segundo revelou ao “Diário dos Açores” o ‘Portal da Queixa’, no ano passado os açorianos apresentaram 1.516 reclamações, mais 288%, quando comparado com as 391 apresentadas em 2016.

Deste total, 743 foram aprovadas (mais 183% do que as 263 em 2016), 362 tiveram resposta (mais 232% do que as 109 de 2016) e 154 ficaram resolvidas (mais 120% do que as 70 de 2016).

queixas açorianosFonte do ‘Portal da Queixa’ disse ainda ao nosso jornal que a esmagadora maioria das reclamações concentra-se no Correio Postal e Expresso (238), logo seguida do Comércio Electrónico (98).

Os açorianos apresentaram ainda queixas contra os Operadores de TV, net e telefone (93), seguindo-se Viagens e Turismo (81), Comércio a retalho (58), Serviços do Estado (37), Banca e produtos Financeiros (28), Seguros e Planos de Saúde (21), Venda e Reparação Automóvel (18), Transportes Públicos de Passageiros (17) e Saúde (14).

Abaixo de uma dezena de queixas estão Hiper e Supermercados (7), Desporto e Bem Estar (5), Restauração (5) e, finalmente, Água, Electricidade e Gás (3).

 

80 mil queixas a nível nacional

 

O ‘Portal da Queixa’, que é a maior rede social de consumidores em Portugal, registou a nível nacional um aumento de 85% no número de reclamações recebidas em 2017, face ao período homólogo. 

O total de 80.939 queixas recebidas atesta que os portugueses estão a reclamar mais e que preferem as plataformas digitais na hora de reclamar.

Apesar de não intervir na relação dos consumidores com as marcas, não efectuando qualquer mediação do conflito entre as partes – processo este da responsabilidade dos reguladores e organismos competentes –, o ‘Portal da Queixa’, enquanto canal de comunicação digital ao serviço do consumo, tem registado a preferência dos consumidores quando é hora de reclamar.

A realidade de que os consumidores portugueses mudaram-se de armas e bagagens para as plataformas digitais é corroborada, não só, pelos resultados divulgados pelos ‘Portal da Queixa’, mas também, por um comportamento evidenciado na quebra da procura dos canais tradicionais, nomeadamente, as associações de consumidores, que assistiram a uma redução significativa do número de consumidores que as procuraram no ano transacto, ora porque não conseguem dar resposta em tempo útil, ora porque têm custos associados e apresentam mecanismos obsoletos. 

Consequentemente, a convergência na internet pelo novo consumidor resulta na crescente opção da via online para registar e dirigir as suas reclamações e ganha, cada vez mais, adeptos por ser mais directa, mais rápida, sem recurso a mediadores ou intermediários e pode ser efectuada em qualquer lugar com acesso à rede.

 

220 reclamações por dia

 

Na opinião de Pedro Lourenço, CEO & Founder do ‘Portal da Queixa’, “as redes sociais e plataformas digitais, assumem-se, hoje, como ferramentas poderosas ao dispor dos consumidores. Ninguém quer perder tempo a escrever uma reclamação que ninguém lê, nem pagar por um serviço de mediação de conflitos quando os próprios consumidores têm ao seu alcance o poder da partilha de opinião, experiências e conseguem influenciar outros. Aqui, quem perde são as marcas se não optarem por estar onde estão os consumidores.”

Com mais de 200 mil utilizadores registados e mais de 21 milhões de visualizações de páginas em apenas 12 meses, o ‘Portal da Queixa’ recebeu, entre Janeiro e Dezembro de 2017, uma média 220 reclamações por dia.

Pedro Lourenço explica o crescimento: “Os portugueses estão mais conscientes dos seus direitos e sabem que, no ‘Portal da Queixa’, podem fazer reclamações directamente às marcas, de forma totalmente gratuita, quando não exista razão para accionar os mecanismos legais ou de resolução de conflitos de consumo. Estamos a assistir à democratização na relação dos consumidores com as marcas.”

Actualmente, o ‘Portal da Queixa’ é mais do que uma plataforma para acolher e resolver as insatisfações dos portugueses, permitindo também ao consumidor comparar as mais de 4 mil marcas presentes na plataforma (com base no seu Índice de Satisfação), ler as últimas notícias relativas ao consumo e, ainda, consultar alertas para possíveis práticas de burla.

 

Terceira queixa nos Açores é primeira nacional

 

 O rigor da gestão dos dados recolhidos referentes às reclamações recebidas em 2017, permitiu ainda ao ‘Portal da Queixa’ traçar um perfil dos consumidores portugueses que reclamaram através da plataforma: 54% são homens; 54% têm entre os 25 e os 44 anos; residem nos principais centros urbanos de Lisboa (30%), Porto (17%) e Setúbal (10%).

À cabeça das reclamações, a nível nacional, estão as operadoras de TV, net e telefone (14.175), que é a terceira queixa dos açorianos, seguindo-se o Comércio Electrónico (8.538), que também é segundo no número de queixas dos açorianos, e em terceiro o Correio Postal e Expresso (7.801), que é a primeira reclamação dos açorianos.

Quanto às marcas mais reclamadas, são a MEO, CTT e NOS.