Investir na indústria aeronáutica e espacial

estação esa santa mariaA indústria aeronáutica, espacial e da defesa vai precisar de mais 2.000 técnicos qualificados e de pelo menos 200 engenheiros nos próximos três anos, alertou ontem o Director-geral do ‘cluster’ do sector. “Nos últimos cinco anos, Portugal formou mais de 2.000 quadros técnicos e 300 engenheiros que estão a trabalhar neste ‘cluster’, mas a indústria aeronáutica, espacial e de defesa estima que seja necessário formar mais 2.000 novos técnicos qualificados e mais 200 novos engenheiros nos próximos três anos”, disse o Director-geral da AED Portugal - Aeronautics, Space and Defence Cluster, João Romano, num encontro com jornalistas em Lisboa.

 

Ilha de Santa Maria na mira  dos satélites

 

Para os próximos cinco anos, os objectivos estratégicos definidos para este cluster passam por “duplicar a contribuição dos três sectores (aeronáutico, espaço e defesa) dos actuais 1,2% para 3% do Produto Interno Bruto (PIB) português, duplicar o actual esforço de inovação no seio do ‘cluster’ e tornar visível a nível internacional a marca ‘Portugal aeroespacial’”, salientou o responsável. Nos próximos dez anos, as empresas americanas preparam-se para lançar centenas de satélites, sendo que há uma tendência para a redução do tamanho e da massa dos mesmos, o que facilita o seu acesso ao espaço e reduz os custos de entrada. No caso de Portugal, segundo a AED, a Agência Espacial Europeia está a fazer estudos em Santa Maria, nos Açores, para que possam vir a ser criada uma plataforma comercial de lançamento de microssatélites, pois “existem poucos sítios” na Europa com as condições desta ilha. Fundada em 2016, a AED é uma associação sem fins lucrativos que tinha 56 associados em 2017, entre pequenas e médias empresas, organismos públicos, grande indústria e universidades, mas que vai chegar a atingir os 80 associados