Greve na SATA já está a prejudicar vários voos nas ilhas

sata air açoresOs técnicos de manutenção de aeronaves da SATA Air Açores vão estar em greve até 30 de Setembro, entre 00:00 e as 08:00, estando já a prejudicar várias operações em várias ilhas.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Aviação Civil (SINTAC) e pelo Sindicato dos Técnicos de Manutenção da Aviação Civil (SITEMA).

Segundo uma nota de imprensa do grupo SATA, estão a ser “desenvolvidos todos os esforços para minimizar os transtornos decorrentes desta situação”.

Já em Abril os técnicos de manutenção de aeronaves cumpriram uma greve entre as 05:30 e 08:30, pelo período de três meses, tendo na origem da paralisação estado a luta pelo descongelamento das carreiras suspensas há oito anos.

Os técnicos de manutenção são essenciais para garantir a segurança dos aviões antes da partida.

Por exemplo, com a actual greve dos trabalhadores de manutenção da SATA, toda a operação da Air Açores prevista para ontem foi afectada, com os 4 voos entre Ponta Delgada e o Pico e os 2 voos entre a Terceira e o Pico a serem reagendados para o período da tarde. 

Quem eventualmente tivesse confirmação num dos voos da manhã para ligação a outros voos na Terceira e Ponta Delgada, certamente perdeu essa ligação.

 Julho ainda agora começou e o Pico (aliás todo o Triângulo) enfrenta não só estas penalizações mas também as greves da Atlanticoline às Festas do Triângulo (com excepção das festas da Calheta, mais 2 viagens do Gilberto Mariano a Angra).

 

SATA reforça voos para a Semana do Mar

 

A SATA Air Açores reforçou a oferta para a ilha do Faial, com a adição de 360 lugares em quatro voos suplementares operados em Bombardier Q400 NextGen, em resposta a um aumento da procura registada, por altura das Festividades da Semana do Mar.

Em concreto, foram adicionados voos na rota Ponta Delgada – Horta – Ponta Delgada a 3 de Agosto e na rota Terceira – Horta – Terceira a 13 de Agosto.

“Este aumento de capacidade acresce a incrementos anteriormente programados e insere-se na permanente monitorização da procura e respectiva gestão dinâmica da oferta, na responsabilidade social de contribuir para o crescimento da economia e dinamização das festividades regionais, bem como atesta a preocupação que a companhia aérea demonstra para com as necessidades específicas de cada ilha”, afirma a SATA numa nota enviada ao nosso jornal.

 

SATA deixa passageiros sem bagagem de Lisboa para o Pico 

O voo Lisboa-Pico de ontem, em Airbus A320, com capacidade para 163 passageiros (S4 141 LIS-PIX - 2018/07/09), chegou ao Pico praticamente cheio e não trouxe uma única peça de bagagem, disse ao nosso jornal fonte picoense que assistiu à operação.

Prova disso o fato do tapete da bagagem na sala de desembarque não ter operado. 

Parte da fila para reclamação de bagagem no Aeroporto do Pico é a que se vê nas fotos.

A bagagem ficou atrás por razões operacionais, ou seja, havendo previsão de chuva havia limitações de peso da aeronave para a aterragem.

“A chuva não se verificou, mas admite-se a prudência nestas situações, não valendo a pena argumentar contra as mesmas (o que infelizmente tem acontecido noutras ocasiões e noutros aeroportos)”, disse-nos a mesma fonte.

De acordo com o mesmo informador, “para além disso tendo em conta as condições de vento fraco de quadrante ESTE, a aeronave aterrou hoje (ontem)na pista 09 (1580 metros declarados para aterragem) do Aeroporto do Pico, a mais curta portanto. Com vento favorável ou de outros quadrantes, a pista normalmente utilizada é a 27 (1655 metros declarados para aterragem), com uma distância declarada ligeiramente superior,  que mesmo assim não permite a operação de aeronaves A320 no máximo do seu payload (longe disso)”.

É frequente esta situação de ficar carga e/ou bagagem no aeroporto de origem, sobretudo em dias de chuva (algo que a obra de “grooving” em curso poderá ajudar a atenuar) ou em dias de grande taxa de ocupação do avião. 

Já poucos comerciantes do negócio do peixe se arriscam a enviar (ou tentar enviar) peixe com esta precariedade de serviço de carga. 

“Mais uma prova de que o grooving não vai resolver estas situações, como aliás alertou a Petição para o Aumento da Operacionalidade do Aeroporto do Pico. Apenas uma ampliação da pista permitirá a operação de aeronaves A320 e B737 sem limitações de payload ou performance (2300 metros para deslocagens e 2000 metros para aterragens) no Aeroporto do Pico, seja de Inverno, seja no Verão. O parecer da SATA à petição é claro (http://base.alra.pt:82/peticao_abaixo/pe130.pdf) na necessidade de ampliar a pista em 600 metros para se chegar a essas distâncias declaradas, algo com que o governo não se compromete na actual legislatura”, explica a nossa fonte.

 

CDS questiona acordo interlines com DELTA

 

O Grupo Parlamentar do CDS, por iniciativa da deputada Graça Silveira, apresentou, na Assembleia Legislativa dos Açores, um requerimento acerca das negociações sobre o ‘acordo interlines’ com a Delta Air Lines. 

Para o CDS, era fundamental que tivesse sido assegurada a possibilidade das ligações dos voos Delta Air Lines a todas as ilhas dos Açores em voo corrido, permitindo-se que, no mesmo bilhete aéreo, todos pudessem beneficiar de condições e tarifas idênticas, independentemente da ilha de destino.

Segundo nota do CDS enviada ao nosso jornal, “neste sentido e atendendo que a Secretária Regional do Turismo dos Açores, Marta Guerreiro, revelou na sessão plenária de 18 de Outubro de 2017 que essa possibilidade estava a ser acautelada, afirmando que “(poderia) dar nota de que (havia) negociações em curso e que as mesmas (estavam) a ser ultimadas, sendo objetivo da nossa empresa aérea regional, definir com a Delta acordos ‘interlines’ que assegurem que possam ser adquiridos bilhetes directos para a ilha pretendida pelo passageiro”, e considerando que, durante o período em que decorreram as referidas negociações entre a Delta Air Lines e a SATA sobre o ‘acordo interlines’, nunca o membro do governo que tutela os transportes se pronunciou, o Grupo Parlamentar do CDS solicitou, com caráter de urgência, as declarações proferidas pela Delta Air Lines em que aquela companhia assume a impossibilidade de executar este ‘acordo interlines’ e a respectiva fundamentação técnica que justificou a decisão”.