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São Miguel entre os cinco destinos mais procurados pelos portugueses na Jetcost

Lagoa do canárioA ilha de São Miguel está entre os destinos mais  procurados pelos portugueses em 2017, segundo o motor de pesquisa de voos e hotéis ‘Jetcost’.

A maior ilha dos Açores está no quinto lugar da lista, antes da Madeira, que surge em sexto. No top da lista estão as cidades portuguesas Lisboa e Porto, avançou o motor de pesquisa de viagens, em comunicado.

Segundo os dados divulgados, nos primeiros 15 lugares, além das cidades portuguesas, há várias capitais europeias como Paris (3ª) Londres (4ª), Amesterdão (7ª), Genebra (9ª) Madrid (10ª), Luxemburgo (13ª), Roma (14ª) e Bruxelas (19ª). 

Entre os destinos de longa distância, os mais procurados através da Jetcost são aqueles onde se fala português, como São Paulo, Cabo Verde e Rio de Janeiro.

Câmara Municipal da Ribeira Grande aumenta apoio financeiro às filarmónicas

camara ribeira grandeAs oito filarmónicas do concelho da Ribeira Grande vão receber, em 2018, cinco mil euros, cada uma, registando-se um novo aumento do apoio atribuído pela Câmara da Ribeira Grande a cada uma das instituições que movimentam centenas de músicos, muitos deles crianças e jovens.

Conforme se pode ler na nota da autarquia, “a Câmara da Ribeira Grande tem sabido reconhecer a importância e o crescimento do movimento filarmónico no concelho, aumentando de forma gradual o apoio financeiro. Neste caso, regista-se um acréscimo de dois mil euros em comparação com o ano anterior, subindo dos três para os cinco mil euros”.

“Este aumento dá nota da nossa preocupação em continuarmos a dotar as filarmónicas da Ribeira Grande das melhores condições para desenvolverem o seu trabalho, em particular a formação de crianças e jovens”, realçou Alexandre Gaudêncio. O presidente da autarquia entende que “valorizar o trabalho das filarmónicas é valorizar o que é nosso e é também um incentivo para que tradições como esta perdurem no futuro. E a avaliar pelo que temos feito, creio que estamos no caminho certo”, reforçou.

Alexandre Gaudêncio lembrou também a aposta da autarquia em recuperar as matinés entre filarmónicas. “A recuperação das matinés entre filarmónicas não foi apenas o retomar de uma tradição mas, também, uma oportunidade para as bandas mostrarem o trabalho que realizam ao longo do ano.”

Para além disso, a dinâmica que tem sido introduzida na Cultura tem permitido integrar cada vez mais as filarmónicas nos diversos eventos realizados no concelho, como é o caso das marchas de São Pedro, promovendo assim uma maior interação entre as filarmónicas e a sociedade.

Recorde-se que, comparativamente com o valor que era atribuído em 2013, a transferência de verbas para as bandas de música aumentou significativamente. Se há cinco anos o anterior executivo camarário atribuía apenas mil euros a cada uma, esse montante já quintuplicou na presidência de Alexandre Gaudêncio.

Região cria programa para apoiar certificação de produtos ligados à fileira da madeira

João Ponte - empresa MiiCasaO Governo dos Açores vai criar um programa para apoiar financeiramente as empresas ligadas à fileira da madeira que apostem na certificação internacional FSC (Forest Stewardship Council), anunciou ontem o Secretário Regional da Agricultura e Florestas.

“Trata-se de um novo programa, que visa incentivar as empresas ligadas à madeira nos Açores a certificarem a sua cadeia de responsabilidade na produção”, afirmou João Ponte, acrescentando que existem actualmente no arquipélago 247 empresas ligadas a esta fileira.

João Ponte falava no final de uma visita à StarUp ‘MiiCasa’, na cidade da Lagoa, dedicada à produção de peças em madeira de criptoméria, como maquetas e malas de senhora, entre outras, que considerou ser um “trabalho importante, que tem a capacidade de divulgar utilizações diferentes da criptoméria”. 

Para o Secretário Regional, esta medida para consolidar e divulgar a marca ‘Criptoméria dos Açores’, associando-a a novas utilizações, promovendo a sua valorização e encontrando novos mercados, enquadra-se no Programa do Governo, com o objectivo de reforçar a certificação da gestão florestal e a valorização dos produtos florestais.

 Enquadra-se também na Estratégia Florestal Regional, com o objectivo de apoiar a certificação da gestão florestal das áreas privadas, contribuindo, assim, para a qualificação, valorização e diversificação dos produtos gerados nestes espaços florestais. “O processo de certificação pressupõe auditorias preliminares e outras anuais, relatórios e registos de emissão do certificado FSC”, salientou o Secretário Regional da Agricultura e Florestas, acrescentando que este programa de apoio será disponibilizado em fevereiro.

 João Ponte adiantou que o cofinanciamento será atribuído em função do volume de negócio das empresas e, no caso das StartUp, o cofinanciamento será entre 90 a 100%.

 “É claramente uma aposta e um sinal que o Governo Regional dá no sentido de que todas as empresas que estão na fileira da madeira e que se pretendam certificar pelo selo FSC têm agora uma oportunidade”, afirmou.

João Ponte destacou que o eco-rótulo do FSC, que actualmente distingue a Criptoméria dos Açores, reforça a competitividade que esta madeira tem vindo a demonstrar, conquistando consumidores e mercados, no país e no estrangeiro.

Na ilha de São Miguel já foram colocados a concurso 500 hectares de madeira de criptoméria certificada pelo FSC, sendo que grande parte dela tem como destino a exportação. “Naturalmente, o desafio do Governo e dos investidores é que a criptoméria seja ainda mais valorizada e consiga encontrar mercados capazes de reconhecer as qualidades desta madeira”, frisou João Ponte.

Processo para contratação de trabalhadores para a Caldeira Velha está em curso, diz executivo

Caldeira velha - foto gacsA Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo informou que a Azorina – Sociedade de Gestão Ambiental e Conservação da Natureza iniciou ontem o processo de realização de entrevistas para a contratação de oito trabalhadores para o Monumento Natural da Caldeira Velha, em S. Miguel.

O período de entrega de candidaturas terminou a 11 de Janeiro e, após a análise da admissibilidade das mais de 400 candidaturas apresentadas e a avaliação curricular dos candidatos admitidos, prossegue agora com as entrevistas profissionais de selecção.

Foram abertos concursos públicos para a contratação de dois técnicos superiores, três assistentes gerais e três assistentes operacionais.

Prevê-se que o processo de admissão de pessoal fique concluído até ao final de Janeiro, de forma a que os colaboradores a contratar iniciem funções a partir de 1 de Fevereiro.

A estrutura base de quadro de pessoal será composta por 11 colaboradores, que, para além dos oito contratados no âmbito dos procedimentos em curso, incorporará três que são já colaboradores da Azorina.

Adicionalmente, de 1 de Abril a 31 de Outubro de cada ano, serão contratados mais quatro assistentes gerais e um assistente operacional, de forma a responder ao alargamento do horário de funcionamento neste período.

O Monumento Natural da Caldeira Velha está encerrado até 9 de Fevereiro, com vista à realização de intervenções de limpeza, manutenção e beneficiação desta área protegida.

11% das farmácias açorianas estão com acções de insolvência

farmáciaO número de farmácias em insolvência mais do que triplicou em cinco anos, passando de 241 em 2012 (8,3% do total) para 630 em 2017 (21,4%), segundo dados divulgados ontem pela Associação Nacional de Farmácias (ANF). 

“No espaço de cinco anos registou-se um aumento de 254,1% no número de insolvências”, o que representou mais 155 farmácias, refere a ANF, citando dados do barómetro MOPE, do Centro de Estudos de Avaliação em Saúde (CEFAR).

Todos os anos, foram registados aumentos destas situações, mas “a crise agudizou-se em 2017, estando agora 630 farmácias num universo de 2.943 em situação económica difícil”, refere o barómetro.

Os dados, mostram também um aumento de 130% das situações de penhora das farmácias, subindo de 61 (2,1% do total) em Dezembro de 2017, para 216 (7,3%) em Dezembro de 2017.

A associação acrescenta, em comunicado, que “mais de um quinto das farmácias portuguesas entrou em 2018 em situação de crise económica, enfrentado processos de insolvência e penhora e sem garantias de sobrevivência”.

“A economia portuguesa tem dado passos em frente, mas as farmácias continuam a viver num clima de crise e austeridade, afirma o Presidente da ANF, Paulo Cleto Duarte, no comunicado.

 

Portalegre com 32%

 

De acordo com os dados, todo o país tem farmácias com acções de insolvência e penhora, sendo o distrito de Portalegre o que regista o maior número destas situações (32,6%).

No segundo lugar desta lista surge a Guarda (28,8%), seguida de Santarém (28,6%), Setúbal (28,4%), Lisboa (27,1%), Faro (27%), Beja (26,8%), Viseu (23,9%), Coimbra (21,6%) e Vila Real (18,6%).

No distrito de Leiria, 17,5% das farmácias estão com acções de insolvência e penhora, em Bragança 17,1%, na Madeira 16,9%, no Porto e em Viana do Castelo 16,7%, em Aveiro 14,9%, em Braga 12,8%, nos Açores 11,1% e em Castelo Branco 10,9%.

O Presidente da ANF sublinha que, “apesar das dificuldades, os farmacêuticos e as suas equipas vão continuar a lutar para continuar a oferecer às populações mais isoladas acesso aos cuidados de saúde”. 

 

Menos insolvências de empresas nos Açores

 

As insolvências de empresas em Portugal, em 2017, diminuíram 12,7% em comparação com 2016, segundo estudo da Iberinform.

No mesmo período foram constituídas 40.465 novas empresas, o que traduz um aumento de pouco mais de 9,1% face ao período homólogo. 

Lisboa e o Porto foram os distritos com um número de insolvências mais elevado, 1.683 e 1.330 respectivamente. 

No entanto, estes valores traduzem diminuições de 2,4% e 15,4% face a 2016. 

Os distritos com decréscimos mais significativos em 2017 foram: Angra do Heroísmo (menos 64,3%), Coimbra (redução de 40,6%), Beja (menos 37,8%), Ponta Delgada (menos 35,8%) e Castelo Branco (quebra de 31,6%). 

Os distritos com maior aumento de empresas insolventes foram: Faro (17,2%), Portalegre (12,5%) e a Madeira (1,1%).