“A Vida no Campo” de Joel Neto vence prémio APE

joel netoO livro “A Vida no Campo”, do escritor açoriano Joel Neto, venceu o Grande Prémio de Literatura Biográfica da Associação Portuguesa de Escritores (APE).

O prémio bienal, no valor de 5 mil euros, foi decidido por unanimidade por um júri constituído por Artur Anselmo, Cândido Oliveira Martins e Paula Mendes Coelho.

O livro editado pela Marcador relata a vida do escritor que deixou Lisboa e regressou às suas origens na ilha Terceira, nos Açores.

Recentemente foi editado o segundo volume de “A Vida no Campo”.

“Estou muito comovido”, comentou o autor. “Um prémio desta magnitude tem um grande significado para mim. E deixa-me duplamente feliz que me tenha sido atribuído por um livro que, no fundo, é sobre o meu avô e a casa do meu avô, sobre o lugar da minha infância, sobre a minha família, os meus amigos, os meus vizinhos, os açorianos – sobre tudo aquilo que tem feito da minha vida uma celebração”, disse Joel Neto.

A atribuição do Grande Prémio APE de Literatura Biográfica a “A Vida No Campo” surge poucas semanas após a publicação do segundo volume do diário, que traz o nome “A Vida No Campo: Os Anos da Maturidade”.

Joel Neto tem 45 anos e regressou aos Açores em 2012, para se dedicar inteiramente à literatura. É representado desde 2017 pela Agência das Letras.

Teatro Micaelense acolhe espectáculo de Joana Gama e Luís Fernandes

teatro micaelense grandeNo âmbito da parceria com o festival Walk&Talk, o Teatro Micaelense acolhe, na próxima Sexta-feira, 5 de Julho, o espectáculo “At the still point of the turning world”.

“At the still point of the turning world” resulta da colaboração regular entre a pianista Joana Gama e Luís Fernandes, num projecto que cruza piano e electrónica. Aqui “a música viaja num espaço amplo, percorrendo rotas que entram em permanente choque. No choque percebe-se que não há conflito, mas uma explosão de sons que iluminam um espaço que começa escuro”. No Walk&Talk, o projecto apresenta-se, sob a direcção de José Alberto Gomes, com o Conservatório Regional de Ponta Delgada e vídeo de Miguel C. Tavares.

Desde a estreia de QUEST, no início de 2014, um concerto que nasceu no Theatro Circo e que originou um trabalho discográfico (Shhpuma), Joana Gama e Luís Fernandes têm mantido uma colaboração regular. No seguimento do lançamento do álbum, considerado um dos melhores desse ano por diversos críticos nacionais, o duo realizou concertos nas principais salas nacionais e nos festivais Novas Frequências (Rio de Janeiro), MadeiradiG (Madeira), Rooster Gallery (Nova Iorque) e Festa da Palavra (Praia, Cabo Verde). Nos últimos anos, o duo fez duas bandas sonoras para curtas-metragens, que estrearam no Curtas - “A Glória de Fazer Cinema em Portugal”, de Manuel Mozos, e “Penúmbria”, de Eduardo Brito. Fizeram igualmente uma versão de “Music for Amplified Toy Pianos”, de John Cage, para a série “Old New Electronic Music Sessions”, promovida pela Digitópia/Casa da Música. Com Ricardo Jacinto, criaram HARMONIES, uma homenagem experimental à vida e obra de Erik Satie, em forma de espectáculo e disco (Shhpuma, 2016). Em 2017, respondendo a um desafio do Festival Westway LAB (Guimarães), o duo criou um trabalho original para piano, electrónica e ensemble, aventurando-se assim por novos caminhos e tirando a orquestra da sua zona de conforto. Com a cumplicidade de José Alberto Gomes, na orquestração e arranjos, amplificou-se e complexificou-se a sonoridade que caracterizava a sua sonoridade. Este trabalho, intitulado at the still point of the turning world - um verso do magnífico poema “Burnt Norton” de T. S. Eliot -, foi lançado pela editora australiana Room40, em Abril de 2018. No 26º Curtas, foi estreada uma colaboração com Miguel C. Tavares, que acrescenta uma componente de vídeo, operada em tempo real, ao concerto.

Os bilhetes para o espectáculo no Teatro Micaelense têm um preço de €7,5 e podem ser adquiridos na bilheteira do Teatro Micaelense ou em bol.pt.

Primeiro Festival Infantojuvenil de Artesanato dos Açores em Maio

artesanato açoresA Vice-presidência do Governo, através do Centro Regional de Apoio ao Artesanato (CRAA) promove, de 3 a 5 de Maio, em Ponta Delgada, a realização do 1.º Festival infantojuvenil de Artesanato dos Açores - Raízes.

Esta iniciativa pioneira, que nasceu do Raízes - Projecto Pedagógico do Artesanato dos Açores, visa sensibilizar o público mais jovem para a importância do saber fazer, pretendendo o CRAA dar a conhecer tanto as técnicas e as matérias primas tradicionais como a experimentação criativa e inovadora de novas formas de fazer, para que também os jovens divulguem as tradições e a herança cultural da sua comunidade.

Nesta primeira edição, o programa do festival, para além da parte comercial, inclui workshops, espectáculos de música comentados e de teatro de marionetas, estando previstas actuações de Rafael Carvalho e dos grupos Teatro Historioscopio, Teatro Marionetas e Associação Alma d’Arame.

O festival terá também uma zona exterior de convívio, onde os mais novos terão à sua disposição brinquedos, jogos tradicionais e lanches saudáveis.

No primeiro dia do evento, 3 de Maio, estão previstas iniciativas destinadas ao público escolar, incluindo demonstrações de artesanato, um espectáculo musical comentado de viola da terra e teatro de marionetas.

Integrada neste festival, vai estar em destaque no ‘Especial Azores in a Box’ uma mostra e venda de brinquedos tradicionais e contemporâneos de várias ilhas do arquipélago, que pode ser visitada das 10h00 às 18h00, no dia 3 de Maio, das 09h30 às 20h00, no dia seguinte, e das 14h00 às 20h00, a 5 de Maio.

No contexto do Raízes - Projecto Pedagógico para o Artesanato dos Açores serão realizados workshops de pão, de modelação de cerâmica, de brinquedos de madeira, de cestaria, de bonecas de folha de milho e de bonecas de pano, devendo os interessados inscrever-se através do telefone 296 309 100 ou do email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. .

O 1.º Festival Infantojuvenil de Artesanato dos Açores – Raízes tem entrada livre e estará aberto ao público no dia 3 de Maio, das 10h00 às 15h00, e, nos dias 4 e 5 de Maio, das 14h00 às 20h00.

Museu Carlos Machado distinguido com dois galardões da APOM

Projeto de Fenais a Fenais

O Museu Carlos Machado foi distinguido, no passado dia 24 de Maio, em Leiria, com dois galardões da APOM - Associação Portuguesa de Museologia.

Na cerimónia, destinada a agentes e instituições da museologia portuguesa, o museu açoriano ganhou o Prémio de Inovação e Criatividade, com o projecto “De Fenais a Fenais” e uma menção honrosa, na categoria de Investigação, para o projecto expositivo “Para que o céu não nos caia em cima da cabeça”.

Segundo avança o museu, o projecto “De Fenais a Fenais” nasce do “manifesto desejo do Museu Carlos Machado de reforçar, pela cultura, o desenvolvimento local das comunidades onde se insere e actua, estabelecendo pontes entre as suas colecções, o rico património imaterial e as gentes das freguesias entre Fenais da Luz e Fenais da Ajuda (e outras) e que ajudam a formar, neste conjunto vivo de troca de saberes e experiências, a identidade micaelense”.

“Fora das suas paredes que guardam e preservam os objectos, o Museu estende assim pela ilha de São Miguel um desafio de crescimento, de desenvolvimento e de expressão de cidadania pela cultura, com novas ligações em rede, novos encontros entre pessoas e novas actividades, fruto da sua missão e da vontade de, através do património cultural, da sua salvaguarda e dinamização, activamente participar na missão da Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social. Esta estratégia do XII Governo Regional dos Açores procura, através de um plano de acções concertadas e de expressão territorializada, promover uma sociedade mais desenvolvida, coesa e inclusiva”, escreve o Museu em comunicado.

Já o projecto “Para que o céu não nos caia em cima da cabeça” foi um projecto expositivo que pretendeu “alertar e valorizar aspectos do património local em risco de extinção, nomeadamente a telha regional. Como forma de salvaguarda da paisagem dos telhados regionais, incidiu-se sobre o habitar identitário da ilha de S. Miguel, ancorando o discurso expositivo em torno do acervo do Museu Carlos Machado, tendo por base as suas colecções, especialmente a colecção de Etnografia Regional e a já estudada manifestação de Património Cultural Imaterial “Produção de Telha Regional, Tijolos e Sertãs - Ribeira Seca, Ilha de São Miguel””. 

A exposição esteve patente no núcleo de Arte Sacra do Museu até ao passado dia 31 de Março.

Gala Regional Caravela D’ouro a 13 de Abril

Gala Caravela Douro

No dia 13 de Abril, pelas 20h30, que o Gimnodesportivo da Vila da Povoação acolherá a Gala Regional dos Pequenos Cantores Caravela D’ouro, que vai na sua vigésima oitava edição e terá como cenário “O Livro da Selva”. 

Organizado pela Câmara Municipal da Povoação, o evento musical contará com 12 participantes, dos 5 aos 10 anos, que serão avaliados por um júri de 5 elementos, presidido por Hélio Soares, seguindo-se Mónica Avelar, Baltazar Franco, Emanuel Bandarra e Filomena Loura.

Os pequenos participantes serão acompanhados, como já é tradição, por 17 músicos e dois solistas que compõem a Orquestra Ligeira da Câmara Municipal da Povoação, sob a batuta do maestro Carlos Sousa e pelo Coro Infanto-Juvenil da Caravela D’ouro, composto por 43 crianças do município povoacense, sob a direcção da Maestrina Andreia Festa Amaral.

O evento, com apresentação de Graça Moniz, contará ainda com a participação especial de Maria Frederica, vencedora da Gala Caravela D’ouro do ano passado e com o representante do Festival Infantil Baleia de Marfim, das Lajes do Pico.