Governo dá explicações sobre “caos” nos transportes “a reboque” de Gaudêncio, acusa PSD/Açores

Sabrina Furtado - psdA Secretária-geral do PSD/Açores afirmou ontem que o Governo Regional só aceitou começar a dar explicações sobre o “caos instalado” nos transportes marítimos e aéreos a “reboque” das intervenções do Presidente do partido, Alexandre Gaudêncio.

“O Governo Regional remeteu-se ao silêncio nas últimas semanas perante o caos instalado nos transportes marítimos e aéreos. Foi preciso Alexandre Gaudêncio solicitar reuniões com o Presidente do Governo Regional e com a Administração da SATA para que o Executivo manifestasse a intenção de dar explicações”, afirmou Sabrina Furtado.

A dirigente social-democrata lembrou que foi só após o Presidente do PSD/Açores ter solicitado uma reunião de “carácter urgente” a Vasco Cordeiro sobre os “falhanços” na operação de Verão de transporte marítimo de passageiros, que o Governo Regional anunciou a intenção de dar explicações no Parlamento.

“Também foi necessário que o Presidente do PSD/Açores pedisse um encontro com a Administração da SATA para que a Secretária Regional dos Transportes reunisse de emergência com os responsáveis da empresa, numa altura em que faltam lugares nos voos inter-ilhas e foram cancelados vários voos entre Lisboa e as ilhas do Faial e Pico”, frisou.

Segundo Sabrina Furtado, o PSD/Açores “cumpriu uma das suas obrigações enquanto partido com um projecto alternativo, que é exigir explicações ao Governo Regional quando este não as quer dar aos açorianos”.

Os pedidos de reuniões com o Presidente do Governo Regional e com o Aonselho de Administração da SATA, feitos a 11 e 14 de Junho, respectivamente, ainda não obtiveram resposta.

A Secretária-geral do partido sublinhou ainda a “inusitada rapidez” – uma semana – com que foi agendada a audição parlamentar da Secretária Regional dos Transportes sobre a operação de transporte marítimo de passageiros e viaturas, enquanto que a audição proposta pelo PSD/Açores, para que a governante fosse ouvida sobre a divulgação ilegal de dados pessoais de passageiros da Atlânticoline, “demorou sete semanas a ser marcada”.

PPM defende o fim das taxas moderadoras nos Açores

hospital corredorO deputado Paulo Estêvão, do PPM,  entregou Segunda-feira, 17 de Junho, no Parlamento açoriano, um Projecto de Decreto Legislativo Regional que visa eliminar as taxas moderadoras no Serviço Regional de Saúde.

A proposta surge na sequência da provação do fim das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde.

Na iniciativa parlamentar, o deputado recorda que a introdução das taxas moderadoras nos Açores resultaram, segundo referia o Governo na altura, “da excepcionalidade da situação económica que o país então enfrentava e da necessidade da Região Autónoma acautelar o seu desempenho orçamental no âmbito de um contexto orçamental nacional difícil”. 

Paulo Estêvão aponta que o “contexto nacional é agora outro”, acrescentando que “os desafios relacionados com o desempenho orçamental do Estado foram superados de forma credível”.

“Isto significa que, depois de eliminados os constrangimentos orçamentais, o Estado reconhece agora que as taxas moderadoras constituem uma barreira no âmbito do acesso da população aos cuidados de saúde e que por isso devem ser dispensadas”, salienta. 

O deputado do PPM considera, neste sentido, que os Açores estão “agora em condições, modificadas que estão as condições conjunturais de contexto e tendo em conta o valor não imprescindível das receitas geradas anualmente com a cobrança das taxas moderadoras, de eliminar o pagamento das mesmas no âmbito do acesso aos cuidados de saúde prestados no âmbito do Serviço Regional de Saúde”. 

Para Paulo Estêvão, a medida promove “um maior acesso aos cuidados primários de saúde na Região Autónoma dos Açores”.

Em 2015, o PPM já havia apresentado uma proposta também no sentido de eliminar as taxas moderadoras na Região, mas foi chumbada pela maioria socialista. 

Esta Segunda-feira, também o Bloco de Esquerda/Açores avançou que ia propor o fim das taxas moderadoras.

Andreia Vasconcelos quer Protecção Civil na agenda europeia

Andreia Vasconcelos CDS europeiasAndreia Vasconcelos e Pedro Mota Soares, candidatos do CDS ao Parlamento Europeu, estiveram na ilha Terceira, onde visitaram a Sede do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, demonstrando a sua preocupação com as alterações climáticas e a sustentabilidade ambiental. 

Para a candidata regional do CDS, Andreia Vasconcelos, “é preciso pensar a protecção civil, tendo em conta as particularidades da Região, nomeadamente a questão sísmica e os custos da insularidade”. 

Andreia Vasconcelos defendeu que é necessário colocar a questão da Protecção civil na agenda política nacional e europeia, realçando que o CDS está “atento às alterações climáticas e que não renuncia à sustentabilidade ambiental”. 

“As alterações climáticas representam, em primeiro lugar, a possibilidade de ocorrência de fenómenos naturais que podem pôr em risco a segurança das nossas populações e dos nossos bens. Temos, por isso, de estar cada vez mais preparados para responder. É por isso que consideramos fundamental que o esforço na protecção civil seja regional, nacional e europeu”, defendeu.

Quanto ao candidato do CDS, Pedro Mota Soares, sublinhou a importância da União Europeia para o país e para os Açores e mostrou-se preocupado com a aplicação dos fundos comunitários tanto no actual como no futuro quadro comunitário. 

“Estamos preocupados porque no futuro quadro comunitário, Portugal está em risco de perder verbas para a coesão, cerca de 7%, e verbas para a agricultura. No próximo quadro, é muito importante que a protecção civil esteja bem acautelada. A maior preocupação do CDS é perceber que temos neste momento um Governo a nível nacional que não tem capacidade de negociar esses mesmos fundos comunitários”, alertou.

Livre propõe plano de combate à pobreza infantil e um novo pacto verde

José Azevedo - biólogoO partido Livre, que tem como candidato açoriano às eleições europeias de 26 de Maio José Azevedo, tem na solidariedade um dos “pilares” do seu programa para uma Europa, “onde o desenvolvimento esteja ao serviço dos cidadãos e do ambiente”.

Em comunicado, o partido que estará hoje em acção de campanha, pelas 17h30, em Ponta Delgada, salienta a intenção de apresentar propostas “de aplicação imediata”, como um plano de combate à pobreza extrema e erradicação da pobreza infantil, a par de um “Novo Pacto Verde (um Green New Deal) que envolva todos na construção de um futuro solidário e sustentável”.

“Fala-se da crise climática, da extinção da biodiversidade, e da terrível desigualdade entre os poucos muito ricos e a grande massa de pobres, como se fossem inevitáveis. Mas não são: são, de facto, dois lados da mesma moeda”, alerta o partido, que defende que “o modelo de desenvolvimento baseado na procura do lucro sem olhar às consequências levou-nos à beira do precipício ecológico e da rutura social”.

No caso específico da Região, “os açorianos têm uma história de desigualdade secular, que se reflecte ainda hoje nos piores indicadores nacionais de pobreza, de desemprego, e de abandono e insucesso escolar”, aponta o partido, salientando, no entanto, que “têm também uma história igualmente longa de constituição de redes de solidariedade popular, de que são manifestação as irmandades do Espírito Santo”.

O Livre frisa que os Açores continuam a ter “dos piores indicadores de pobreza, de desemprego, e de abandono e insucesso escolar” e questiona: “Como é isto possível, na terra onde o espírito comunitário e de solidariedade do culto do Espírito Santo se mantém até aos nossos dias?”. “Se a austeridade e a reestruturação iam modernizar o país e deixá-lo competitivo e empreendedor, porque é que tantos continuam a emigrar, ou vivem de trabalhos precários e mal pagos, ou têm que aceitar as migalhas (e a vergonha) do Rendimento Social de Inserção?”, questiona ainda.

O partido lamenta que o desenvolvimento baseado no lucro “deixa a maioria para trás”, o que leva à “ascensão de movimentos com pendor fascista em Portugal e na Europa”.

Com a proposta de um Novo Pacto Verde, o Livre defende que  irá “propor o investimento de 500 mil milhões de euros por ano (o triplo do Orçamento Europeu! ), durante 5 anos, para a transição verde na Europa”, com financiamento do Banco Europeu de Investimento. “Queremos que a Europa cumpra o Acordo de Paris alterando toda a sua infraestrutura para energia renovável, proporcionando mobilidade colectiva e eléctrica para todos e reabilitando energeticamente os edifícios”. Um programa que, segundo o partido, irá “criar milhões de empregos por todo o continente”.

A ser eleito para o Parlamento Europeu, o Livre afirma que irá “propor que parte dos lucros do Banco Central Europeu (que totalizaram mais de 1,5 mil milhões de euros no ano passado), sejam investidos num Programa de Solidariedade para combater a pobreza extrema e erradicar a pobreza infantil”. 

“Opomo-nos aos que defendem a Europa que temos, sem querer ver como a falta de esperança a está a desagregar. Mas também nos opomos aos que querem destruir a Europa, enterrando sob um nacionalismo predador os sonhos de gerações que lutaram por um ideal de democracia transnacional”, lê-se no mesmo comunicado.

 

André Bradford apresentou Mandatários jovens de todas as ilhas dos Açores

Mandatários bradford André Bradford apresentou, ontem, dia em que se comemorou o Dia da Europa, os Mandatários da candidatura do PS/Açores ao Parlamento Europeu.

André Bradford falava na sede do Partido Socialista, em Ponta Delgada, onde apresentou os nove mandatários da candidatura, um de cada ilha e todos eles jovens.

“Nestas eleições, não prescindi de escolher um mandatário por ilha. Um açoriano de cada ilha com sonhos, com aspirações, com uma visão ambiciosa de querer o melhor para a sua comunidade, mas também o melhor para o todo Regional”, explicou o Socialista.

André Bradford realçou que estes mandatários simbolizam a “união entre as nossas nove ilhas”, nas “nove formas diferentes de sermos açorianos, nove identidades específicas que quando se juntam se tornam maiores e mais capazes de nos afirmar no contexto Europeu”.

O candidato do PS/Açores defende a participação dos jovens nos processos democráticos como “factor fundamental para garantir uma Europa como a conhecemos, sem fronteiras, pacificada, aberta e promotora de oportunidades para todos, livre de extremismo e feita de convicções e de solidariedade”.

“Conto com os jovens açorianos, porque acredito que estes acrescentam ao Projecto Europeu, que podem contribuir com as suas vivências, com as suas convicções, com o seu pensamento criativo, para a consagração de um maior sentido de pertença e para a construção de um ideal Europeu em conjunto”, sublinhou.

“Os nossos mandatários representam os Açores que hoje somos e a ambição dos Açores que vamos ser. São testemunho da nossa firme convicção da união da nossa terra em prol de um futuro de conquista e prosperidade”, destacou o candidato do PS/Açores às eleições Europeias de 26 de Maio, André Bradford.

São mandatários da candidatura do PS/Açores Rui Pimentel pelo Corvo, Sara Conceição do Faial, Joel Silva do Pico, Mariana Quadros da Graciosa, Ricardo Braga de Santa Maria, Rita Franco de São Miguel, Carlos Mateus da Terceira, Bernardete Pacheco das Flores e Sara Teixeira de São Jorge.