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PS chumba audição a ex-vogal médico do Conselho de Administração da USIP

medicoO Grupo Parlamentar do PSD/Açores considerou como “grave” o chumbo do PS à proposta de audição do ex-vogal médico do Conselho de Administração da Unidade da Saúde da ilha do Pico (USIP), mas o PS diz ser o Secretário Regional da Saúde quem tem obrigação de esclarecer, perante a Assembleia Regional.

Em causa está a exoneração de Luís Nunes do cargo de vogal-médico do Conselho de Administração da USIP. Em declarações à RTP-Açores, Luís Nunes considerou  o processo da sua exoneração “obscuro” e “não fundamentado”.

“O PS teve medo de ouvir o Professor Doutor Luís Nunes, bem como a Ordem dos Médicos, refugiando-se na audição de uma das partes, a que lhe interessa do ponto de vista político, que é a tutela, sustentada em termos parlamentares precisamente pelo PS sob a forma de maioria absoluta”, afirmou o deputado do PSD/Açores, Luís Maurício.

O social democrata falava à saída da Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais onde foram votadas, sob proposta do PSD/Açores, as audições a Rui Luís, Secretário Regional da Saúde, ao Professor Doutor Luís Nunes e ao Conselho Médico da Região Autónoma dos Açores, na sequência das denúncias públicas feitas pelo médico.

“Entendíamos, nestas circunstâncias, que seria importante esclarecer aquilo que levou à dispensa de um técnico e de um profissional brilhante que os Açores, no nosso entender, não deveriam dispensar, quer como eventual membro de um outro Conselho de Administração, quer até como pediatra que teria importantes serviços a prestar à população dos Açores, nomeadamente à ilha do Pico e do Faial”, justifica.  

Para o deputado social-democrata, o facto da maioria socialista viabilizar apenas a audição a Rui Luís, “demonstra que o PS não considera relevante a explicação, perante os açorianos e os seus representantes, do que o Doutor Luís Nunes diz ser uma exoneração não esclarecida, obscura e devida a politiquices do PS da ilha do Pico”.

Luís Maurício frisa ainda que “é grave” quando um ex-membro de um Conselho de Administração tece acusações como as do Professor Doutor Luís Nunes ao Governo regional, acrescentado que “os açorianos que ouvem isso têm o direito de ser esclarecidos por ambas partes”, sendo certo que o próprio ex-vogal médico “terá muito mais a dizer do que aquilo que uma curta peça de televisão lhe permitiu dizer e afirmar”.

Já Graça Silva, deputada do PS/Açores, considerou que “é o Secretário Regional da Saúde que tem obrigação de esclarecer, perante a Assembleia Regional, o que se passou com o conselho de administração da Unidade de Saúde da Ilha do Pico”.

A socialista afirmou que a presença do Secretário Regional da Saúde, em sede de Comissão Parlamentar, vai permitir aos deputados esclarecer “as várias posições” que têm vindo a público, quanto à substituição do Conselho de Administração da USIP. 

BE levanta questões sobre reaparecimento de legionella no Hospital da Horta

hospital-da-hortaPerante o reaparecimento de legionella – uma bactéria que pode ter consequentes muito graves para a saúde – nas canalizações do Hospital da Horta, sete meses depois de se ter verificado a mesma situação, o Bloco de Esquerda questiona o Governo Regional sobre as medidas que estão a ser implementadas neste momento, e quer saber que razões levaram à “ineficácia das medidas anteriormente implementadas, que tinham como objectivo impedir o ressurgimento do problema”.

Num requerimento entregue ontem no parlamento, Zuraida Soares e Paulo Mendes solicitam a cópia do procedimento de prevenção à legionella aplicado após a detecção da bactéria no Hospital da Horta em Setembro de 2016, e perguntam porque não foi considerada a hipótese de substituição imediata da canalização da zona afectada.

Em resposta a um requerimento do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda referente ao aparecimento de legionella no Hospital da Horta em 2016, o Governo Regional referiu que, para além de medidas de desinfecção térmica nos tanques das tubagens, foi efectuada uma desinfecção química de todo o sistema afectado, e que foi implementado um procedimento com instruções de trabalho transversal onde se descreve a metodologia para prevenção à Legionella, do qual consta uma intervenção bianual em todos os serviços.

De acordo com o BE, “tendo em conta que as medidas implementadas no passado não impediram que o problema voltasse a aparecer, o BE pergunta que medidas foram, ou vão ser, implementadas para debelar a possibilidade de surgimento de nova infecção de legionella no Hospital da Horta”.

Kol de Carvalho candidato do BE à câmara de Ponta Delgada

kol de carvalho1O arquitecto Jorge Kol de Carvalho é o candidato do Bloco de Esquerda à Presidência da Câmara Municipal de Ponta Delgada. Natural da Terra-Chã, ilha Terceira, Kol de Carvalho tem 69 anos de idade e é arquitecto formado na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (ESBAL). Após ter protagonizado, nas eleições autárquicas de 2013, o melhor resultado de sempre das candidaturas autárquicas do BE/Açores à Câmara de Ponta Delgada, Kol de Carvalho recandidata-se a este órgão autárquico como independente nas listas do Bloco.
Por sua vez, Vera Pires é cabeça de lista à Assembleia Municipal. É actualmente a deputada municipal do BE/Açores na Assembleia Municipal de Ponta Delgada. É licenciada em Línguas e Literaturas Europeias, pela Universidade dos Açores, e trabalha na SATA Air Açores desde 1986, desempenhando funções de coordenação e controlo operacional.
Da sua actividade faz parte o activismo pelos direitos dos trabalhadores, sendo actualmente membro da Comissão de Trabalhadores da SATA, da qual já tinha participado anteriormente. A cabeça de lista do BE/Açores à Assembleia Municipal de Ponta Delgada é ainda membro da Comissão Coordenadora Regional e da Comissão de Ilha de São Miguel do BE.

PS assume sustentabilidade como desafio para as Pescas

pescadores1A sustentabilidade do sector das pescas foi uma das preocupações que esteve, ontem, em discussão no Grupo Parlamentar do Partido Socialista num encontro com a Associação de Armadores de Pesca Artesanal do Pico, no âmbito das Jornadas Parlamentares. Mário Tomé assumiu que a sustentabilidade, especialmente para as espécies pelágicas, “não depende só de uma política de pescas por parte da Região mas acima de tudo de factores ambientais e do que se passa nas rotas migratórias, nomeadamente do atum”.

“Nesta reunião, encontramos um sector estável e com esperança. Também com tremendas dificuldades, mas há perspectivas de futuro”, sublinhou o deputado picoense, acrescentando que o sector tem novos desafios a enfrentar que passam exactamente por razões ambientais e de sustentabilidade.

Mário Tomé adiantou ainda que “no primeiro quadrimestre deste ano, no caso concreto da ilha do Pico, houve uma diminuição de capturas mas também ganhos provenientes de um melhor preço de venda em lota”. No entanto, como tem vindo a sublinhar o Grupo Parlamentar do PS Açores, é importante garantir uma redistribuição equitativa dos rendimentos obtidos.

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista visitou ainda o Porto da Madalena que ficou danificado devido a uma intempérie no passado mês de Fevereiro. Miguel Costa adiantou que as obras de intervenção no porto da Madalena não devem ser feitas com “demagogias nem com alarmismos”, mas com “critério e rigor”.

“O diagnóstico está completo, o processo de execução está em curso e estimamos que muito em breve possamos ter a obra com o seu início, garantindo, dentro do possível, o máximo de operacionalidade do porto que é fundamental não só pelo movimento de passageiros que é considerável, o maior da Região com cerca de 500 mil passageiros, e também pelo movimento da carga e do peixe aqui descarregados”, explicou o deputado.

PSD-Açores entrega projecto para criação do Conselho Económico e Social

Duarte FreitasO PSD/Açores entregou ontem no parlamento açoriano uma proposta para que seja criado na região um Conselho Económico e Social, que dê mais voz à sociedade civil na definição de políticas públicas.
 “Este órgão consultivo e de concertação social será independente da tutela do Governo e composto maioritariamente por representantes dos principais grupos sociais, profissionais, empresariais e económicos da região”, adiantou o líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada.
Segundo o líder regional social-democrata, os Açores necessitam de mais proximidade e diálogo entre os responsáveis políticos e a sociedade civil, que deve ser “mais activa, crítica e não condicionada”.
“A sociedade açoriana necessita de respirar mais liberdade e mais democracia, de modo a garantir uma maior participação dos cidadãos no processo de tomada de decisões políticas”, frisou.
Segundo Duarte Freitas, a iniciativa resulta de um compromisso eleitoral do PSD e “concretiza um anseio da sociedade civil”, já salientado, por exemplo, pela plataforma que une a Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, a UGT e a Federação Agrícola dos Açores.
O projecto de decreto legislativo regional, entregue ontem pelo PSD, propõe que o órgão seja composto por mais de 30 elementos, dos quais apenas quatro representam o Governo Regional.
Além de representantes das centrais sindicais, das associações empresariais, das autarquias, de diversas associações e da Universidade dos Açores, é proposto que o Conselho Económico e Social tenha “dois representantes de organizações de interesses diversos e considerados relevantes para os Açores”, designados pelo plenário do próprio órgão, no início de cada legislatura.
Os social-democratas defendem ainda que o presidente do órgão seja uma personalidade independente eleita por maioria de dois terços pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
De acordo com a proposta do PSD, caberá ao Conselho Económico e Social indicar o representante da sociedade civil no gabinete da representação dos Açores em Bruxelas.
O órgão deverá integrar a Comissão Permanente de Concertação Social, que promove o diálogo entre Governo, trabalhadores e empregadores, nas áreas do Emprego, Formação Profissional e Segurança Social, bem como as comissões permanentes especializadas de Política Económica e Social, Coesão Territorial e Educação e Formação.