Arranca hoje o V Festival de coros e orquestras do Conservatório Regional de Ponta Delgada

O Centro de Estudos Natália Correia, o Centro Cultural e Cívico de Santa Clara e o Coliseu Micaelense são os três espaços municipais de Ponta Delgada por onde vai passar mais um Festival de Coros e Orquestras de âmbito escolar.
A iniciativa do Conservatório Regional de Ponta Delgada, que conta mais uma vez com o apoio da Câmara Municipal de Ponta Delgada, vai realizar concertos hoje, 15 de março, no Centro de Estudos Natália Correia, a 16 de março, no Centro Cultural e Cívico de Santa Clara, estando a finalíssima marcada para o Coliseu Micaelense, a 17 de março. Todos os concertos têm início às 20h30.
Estarão presentes na quinta edição do Festival de Coros e Orquestras de nível escolar os seguintes grupos:
Orquestra de Sopros A - Conservatório Regional de Ponta Delgada; Coro Infantil, Academia de Música da Lagoa; Conjunto de Flautas, Conservatório Regional de Ponta Delgada; Coro Básico, Conservatório Regional de Ponta Delgada; Orquestra de Sopros B, Conservatório Regional de Ponta Delgada; Coro Infantil, Colégio de S. Francisco Xavier; Banda Pop, Academia de Música da Lagoa; Coro Infanto –juvenil, Conservatório Regional de Ponta Delgada; Orquestra de Jazz, Escola de Música de Rabo de Peixe; Coro Juvenil, Conservatório Regional de Ponta Delgada; Coro Juvenil e Orquestra Orff, Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe; Orquestra Juvenil, Conservatório Regional de Ponta Delgada; Coro Infantil, Conservatório Regional de Ponta Delgada; Conjunto das Violas da Terra, Conservatório Regional de Ponta Delgada; e Orquestra de cordas, Conservatório Regional de Ponta Delgada.
V Festival de Coros e Orquestras do Conservatório Regional de Ponta Delgada está integrado no Plano Anual de Actividades do conservatório. A sua realização em vários espaços municipais é mais do que uma forma da Câmara se associar à iniciativa, é, sobretudo, um meio de levar o evento a vários públicos, para melhor se conhecer o trabalho musical que é feito a nível escolar junto das camadas mais jovens da população.

V Festival de Coros e Orquestras sobe ao palco do auditório
da Povoação

Amanhã, pelas 21 horas, o Auditório Municipal da Vila da Povoação vai acolher um espectáculo musical, integrado no V Festival de Coros e Orquestras do Conservatório Regional de Ponta Delgada, evento que conta com o apoio da Câmara Municipal da Povoação.
O acontecimento musical vai ser dividido em três partes. A primeira será preenchida pelo Coro Juvenil do Conservatório Regional; a segunda será abrilhantada pela Banda POP – Associação Musical da Lagoa; e a terceira e última parte será completada pela Classe de Conjunto de Violas da Terra também do Conservatório de Ponta Delgada.
A 5ª edição do Festival de Coros e Orquestras vai percorrer a partir de hoje os palcos do Auditório Luís de Camões, Centro de Estudos Natália Correia, Academia das Artes, Cine Teatro Lagoense, Auditório Municipal da Povoação, Centro Paroquial de Santa Clara e Coliseu Micaelense.
Recorde-se que o Auditório Municipal da Povoação tem sido palco de acolhimento de inúmeras acções culturais e ainda de outra índole. Neste recinto, que possui uma generosa área e encontra-se localizado mesmo no coração da vila, realizaram-se, nos últimos 3 anos, diversas actividades, desde exposições, concertos, peças de teatro, sessões de esclarecimento, workshps, colóquios, feiras, seminários, festas, comemorações de efemérides, rastreios de saúde, entre outros eventos.
A centralidade do Auditório é, sem sombra de dúvida, uma mais-valia para divulgar os mais variados acontecimentos, razão pela qual muitas entidades locais e não só têm visto na Câmara Municipal, entidade responsável pelo imóvel, um parceiro estratégico para levar “a bom porto” as suas iniciativas.
O Conservatório Regional de Ponta Delgada é apenas um destes parceiros que todos os anos conta com o apoio da Câmara Municipal para a realização do Festival de Coros e Orquestras no Auditório Municipal da Povoação, evento que acontece já esta sexta-feira.

Álbum “A Minha Família” é um “sonho tornado realidade” para a cantora Fátima Santos

fatima-santosFátima Santos, natural de Vila Franco do Campo, realizou aos 57 anos de idade um sonho de criança ao lançar o seu primeiro CD, “A Minha Família”, álbum dedicado como o próprio nome indica à sua família.
Oriunda de uma família numerosa, esta vila-franquense, residente actualmente em Ponta Delgada, desde muito cedo se viu ligada ao meio musical. “A minha mãe tinha uma família grande para criar mas fazia-o sempre a cantar. Ela era uma pessoa alegre, ouvia muito rádio e as músicas que passavam”, diz Fátima Santos que sempre nutriu muito apreço por Amália ou Fernando Pessoa.
Assumindo-se como uma pessoa que gosta de comédia, teatro, poesia e até de jornalismo, Fátima Santos vê-se na música romântica, no fado ou nas músicas latinas como “peixe na água”.
A sua família, além de numerosa, esteve sempre muito ligada à música, servindo-lhe, também, de incentivo para agora lançar o seu projecto.
“A Minha Família” é um trabalho constituído por 8 temas que contou com a participação especial de Terinho, com música e letras de Fátima Santos e alguns temas da autoria de Toni Pimentel. A gravação ficou a cabo do Estúdio Tocasom, mistura e masterização de Toni Pimentel e fotografias de Elson Correia.
Com custos suportados na íntegra por Fátima Santos, a cantora revela total importância nas pessoas que ajudaram a construir este projecto, em especial destaque Toni Pimentel. “Temos que gastar para ter alguns benefícios. Os apoios exteriores não existiram, apenas a boa vontade das pessoas que ajudaram a realizar este trabalho, que sem ele era impossível realizar”, sublinhou à reportagem do “Diário dos Açores”.
Agosto de 2011, em Vila Franca do Campo, Fátima Santos viu, assim, tornado realizado um trabalho cuja produção técnica se realizou entre Setembro de 2010 e Março do corrente ano.
Desde o mês de Abril que a cantora micaelense tem aliado a sua actividade profissional – funcionária pública – às artes do palco. Até aqui os comentários e críticas têm sido, na opinião da cantora, muito positivos. “Quando apresentei o meu trabalho, numa quinta-feira, não esperava tanta aceitação. No teste de som não tinha muita gente a ver, mas depois de estar preparada para cantar só via uma multidão e flashes de fotografias”, revela Fátima Santos. Com muitos aplausos em todas as músicas e com um feed back muito enaltecedor, a primeira impressão foi, dessa forma, superada com a aceitação do público.
“A Minha Família” apresenta-se com vários temas que marcam o percurso e vida da própria cantora. “Um dos temas é uma homenagem à minha mãe, que morreu nova”, conta. Outra das faixas fala sobre a família que também passou por alguns desgostos e há até lugar para a história [Sereia] que lhe marca uma ligação muito especial ao mar.
Embora Fátima Santos admita terem ficado alguns sonhos pelo caminho, a sua vida que contou com muitas batalhas viu agora um pequeno sonho ser vivido in loco. O incentivo da família, colegas e amigos serviu sempre de apoio e para o próximo ano novo trabalho, novo CD que poderá ser apresentado na estação mais quente de 2012.
Consciente que a música “não é uma vida profissional”, até porque “a vida de artista é como uma bola de neve”, Fátima Santos diz que “vai deixar o tempo correr e no próximo Verão novo trabalho poderá ser lançado ou na festa do Senhor da Pedra”, diz.
Com 12 músicas o novo trabalho de Fátima Santos contará com uma mescla de músicas latinas, o fado e os sempre badalados temas românticos.
Músicas para todos os gostos que poderão ser ouvidas no próximo dia 30 de Outubro, projectando “A Minha Família”, na freguesia da Maia.

“É muito importante que os açorianos tenham oportunidade de ouvir os músicos que se apresentam noutras cidades”...

EmanuelFrazo

Temporada da Música 2011

“É muito importante que os açorianos tenham oportunidade de ouvir os músicos que se apresentam noutras cidades portuguesas e estrangeiras”.
É assim que Emanuel Frazão, Director Artístico da Temporada da Música 2011, define a importância da realização de espectáculos de música erudita na Região.
Quando entramos na segunda secção da Temporada da Música 2011, Emanuel Frazão acredita que “este tipo de concertos faz falta e é necessário, existindo em qualquer país, cidade ou região”, diz, acrescentando que “isso é um facto e os Açores não fogem à regra”.
Numa iniciativa do Governo Regional dos Açores, através da Direcção Regional da Cultura, a Temporada da Música foi arquitectada este ano de forma muito semelhante ao ano passado. Uma vertente divulgação – 40 concertos - e também outro lado virado para a educação que este ano foi incentivado.
Emanuel Frazão explicou ao “Diário dos Açores” que a ‘Temporada’ foi feita em duas grandes secções. “Uma primeira série de concertos entre fins de Março (inauguração da temporada) e Maio e depois temos esta segunda secção que começou agora em Setembro e que vai acabar no dia 13 de Dezembro com um concerto belíssimo com um dos melhores violoncelistas da actualidade que vai tocar com um pianista, também ele, muito conceituado”.
Os objectivos continuam a ser os mesmos: divulgar a música, e para além disso, formar públicos e músicos.

Componente
pedagógica da
Temporada

A componente formação foi traçada este ano com especial destaque. “Tivemos actividades mais ou menos pedagógicas que são absolutamente transversais em termos de público. Tanto são dirigidas ao público em geral, ou seja, os concertos comentados são feitos em salas normais, como também temos concertos pedagógicos onde os agrupamentos vão às escolas e fazem concertos perto dos alunos”, referiu Emanuel Frazão ao “Diário dos Açores”. A título de exemplo, em Ponta Delgada, em São Miguel, e em São Roque do Pico, tal como já havia sido feito em Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta concertos comentados nas escolas açorianas.
Novidade, a um nível muito mais especialidade, foram as master classes. “Este ano tentamos incentivar e aumentar esta actividade colocando em contacto os melhores músicos que vão aos Açores, a ensinar ou dar formação adicional aos alunos do Conservatório, alunos que se querem especializar em música”, referiu o Director Artístico, sublinhando que “isto é muito importante e dará frutos a médio/ longo prazo”.

Adesão do público açoriano

Dizer que o público que assiste aos concertos de música clássica é restrito é para Emanuel Frazão um conceito errado. “É uma ideia instalada de que a música clássica é uma música para um público elitista. Isso não é assim, aliás basta irmos aos concertos e vermos que temos público de todas as classes sociais e de todas as idades, regra geral”.
“O que se nota também é que tal como acontece noutras cidades ou noutros meios, existe, de facto, um público para a música clássica. Nós vemos que há um público que é um habitué, que gosta de música clássica, mas é um público diversificado. Aliás, sempre foi assim, um público que adere a este tipo de iniciativas e que acha que é gratificante assistir a concertos, tal como acontece em todas as cidades europeias”, afirmou Emanuel Frazão.

Músicos da
‘Temporada’
“encantados” com acolhimento dos
açorianos

“Aos Açores têm vindo a nata dos músico nacionais, o que de melhor se apresenta em Lisboa em termos de músicos portugueses tem ido aos Açores fazer concertos”. Para tal escolha, Emanuel Frazão justifica que “ os Açores têm alguns equipamentos culturais muito bons. Temos belíssimas salas. Actualmente já existem bons instrumentos. É possível dar/ oferecer aos músicos que vão tocar aos Açores condições análogas/ iguais às condições que eles têm em qualquer lugar do mundo, quer em termos de público, quer em termos de equipamentos”.
“Com bons equipamentos, com bons teatros, pianos, boas salas” os Açores têm, assim, as mesmas condições que eles encontram em qualquer lado.
“A resposta que temos tido dos músicos tem sido sempre essa. [Os músicos] ficam encantados, gostam sobretudo do acolhimento dos açorianos, da forma como são tratados, e é preciso relembrar que viajam de ilha para ilha e que uma tournée nos Açores é sempre cansativa. São muitos voos, muitos concertos...”.

Recitais de piano com Hinrich Alpers

A Temporada de Música dos Açores tem como destaque, para o mês de Outubro, a presença do pianista alemão Hinrich Alpers, vencedor do Concurso Internacional Telekom Beethoven.
Os dois recitais de piano terão lugar no dia 16 de Outubro no Teatro Micaelense, e no dia 17, no Palácio dos Capitães-Generais, pelas 21h30m.
O programa de recital apresenta na sua maioria obras do romantismo, onde serão interpretadas as conhecidas Cenas Infantis de R. Schumann, a segunda (n.º 31, op. 110) das últimas três grandes sonatas de L. Van Beethoven, as Seis Pequenas Peças para Piano de A. Schoenberg e, por fim, a Sonata em Si Menor de F. Liszt. Deste último compositor, de quem se comemora o bicentenário do seu nascimento e cujo aniversário seria no dia 22 de Outubro, poderemos ouvir a que é considerada a sua melhor obra para piano, a Sonata em Si Menor, e que foi dedicada ao seu amigo Robert Schumann, em 1854.

Baile de Outono assinala o Dia Internacional do Idoso em Ponta Delgada

coliseu-micaelenseA adesão de mais de quinhentos idosos de Ponta Delgada e o sucesso da iniciativa, realizada a 1 de outubro, pela Divisão de Acção Social, no Coliseu Micaelense, não deixam margem para dúvidas: O “Baile de Outono” vai passar a assinalar o Dia Internacional do Idoso em Ponta Delgada.
O anúncio foi feito pela Presidente da Câmara Municipal, Berta Cabral, quando se dirigiu aos idosos dos centros de convívio e lares do concelho, que se prepararam a preceito para a iniciativa – vestidos para a ocasião e munidos de cestas decoradas, algumas alusivas ao tema do baile, outras às tradições das suas freguesias, e muitas, ainda, de acordo com a ambiência dos tradicionais bailes que distinguem a história da maior casa de espectáculos dos Açores.
“O ‘Baile de Outono’ marca uma nova tradição aqui no Coliseu Micaelense”, assinalou a autarca ao considerar que a iniciativa da Divisão de Acção Social da autarquia – Ponta Delgada Social “não fica nada atrás dos bailes que se realizam, ao longo do ano, no Coliseu”: desde os tradicionais bailes de Carnaval (há dezenas de anos a imagem do Carnaval de São Miguel), de Halloween, à Passagem de Ano e o baile de Verão “Festa Branca”.
Para a Presidente da Câmara, a integração do “Baile de Outono”, no calendário de bailes do Coliseu, mostra como, em tempos de maiores dificuldades, “a necessidade aguça o engenho. Este ‘Baile de Outono’ foi um exemplo de que a Câmara está a fazer todos os possíveis para proporcionar e fazer coisas diferentes que ajudem os nossos idosos a saírem da monotonia e da rotina, combatendo-se a solidão”.
Neste sentido, Berta Cabral não deixou de destacar a capacidade de iniciativa e de organização da Divisão de Acção Social, sem deixar de parte o papel dos centros de convívio do concelho.