Novo chumbo do Tribunal de Contas ao Centro de Radioterapia leva governo a arranjar outra solução financeira junto dos promotores

O Presidente do Governo Regional anunciou ontem de manhã que o Centro de Radioterapia dos Açores vai começar a ser construido no próximo verão, ultrapassadas que estão algumas dificuldades processuais.
Carlos César acrescentou que o projecto “vai beneficiar de uma nova solução financeira – que o Governo já acordou com os respectivos promotores –, depois das contínuas dificuldades e do visto que não foi dado pelo Tribunal de Contas à solução que ali tínhamos submetido para licenciamento.”
Para o Presidente do Governo, o centro em causa é “um dos investimentos a que atribuo maior importância, sensibilidade e, por que não dizê-lo, afectividade no nosso sistema regional de saúde.”
Como fez notar, a nova infraestrutura permitirá que um grande número de pessoas não saia quer da sua ilha, quer da região, para os tratamentos oncológicos, beneficiando, por isso, de maior proximidade, de maior afectividade e de maior apoio, para além da poupança inerente ao facto dos tratamentos se fazerem na região.
Carlos César falava no decorrer da cerimónia de apresentação do projecto de ampliação do Centro de Saúde de Santa Maria, uma infraestrutura que, apesar do bom serviço que vem prestando à população da ilha, ficará, a partir do primeiro trimestre de 2013, dotada de melhores condições – designadamente na área da fisiatria e das pequenas cirurgias – após obras orçadas em cerca de meio milhão de euros.
A obra prevista, como frisou, integra-se num conjunto de melhorias introduzidas no Serviço Regional de Saúde, entre as quais avultam não só a construção do novo edifício do Hospital do Santo Espírito, na Terceira, e dos centros de saúde da Madalena e de Ponta Delgada, mas também o reforço de meios humanos no sector.
A propósito, o Presidente do Governo revelou que, nos últimos sete meses, os nove médicos estrangeiros que foram colocados nos centros de saúde de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Ribeira Grande, deram mais de dez mil consultas e prestaram apoio em áreas como, por exemplo, o atendimento urgente.
No que se refere, exclusivamente, ao Centro de Saúde de Santa Maria, dados revelados também por Carlos César apontam para o que classificou de “uma prestação de serviços muito relevante.”
Como precisou, só em 2011 foram ali feitas 5000 consultas de medicina geral e familiar, 1400 consultas de saúde oral, 367 consultas de nutrição e 6200 visitas domiciliárias de enfermagem, para além das deslocações de médicos de dezoito especialidades que proporcionaram mais de 6000 consultas.
Afirmando que tudo isso surge na linha de crescimentos importantes que se têm verificado nos Açores, Carlos César referiu o significativo aumento no número de consultas, de exames complementares de diagnóstico, de médicos e de enfermeiros, e disse que o aumento que também se registou nas listas de espera se deve ao facto de mais gente ter agora possibilidades de aceder aos cuidados de saúde.
Carlos César concluiu realçando que, face às dificuldades de financiamento do sistema de saúde, que tem sido possível graças ao equilíbrio das finanças públicas regionais, ter um serviço regional de saúde tendencionalmente gratuito “é um grande desígnio no qual todos nos devemos envolver.”

Inaugurado Gabinete de Saúde Oral na Lagoa

O Governo Regional cumpriu o acordo, que havia efectuado no Conselho de Governo realizado na Lagoa, com a inauguração sexta-feira do Gabinete de Saúde Oral da Unidade de Saúde da Lagoa, uma necessidade que havia sido levantada pelo Presidente da Câmara, João Ponte.
O Secretário Regional da Saúde, que presidiu à cerimónia de inauguração, considerou que se trata de um gabinete para servir com mais proximidade as pessoas do concelho. Para além disso, o Governo continua a reunir esforços para que a cobertura assistencial do concelho da Lagoa seja ainda mais elevada, ou seja, para que possibilite uma maior rede de médicos ao serviço das famílias.
Miguel Correia fez referência à competência e boa capacidade de prestação de cuidados que a Unidade de Saúde da Lagoa tem demonstrado afirmando que “as unidades de saúde servem para tratar das pessoas e servir cada vez melhor os cidadãos”. Este gabinete envolve um investimento de cerca de 50 mil euros.
Segundo o governante, a prevenção da saúde oral será feita não só para as crianças referenciadas pelo Programa Regional de Saúde Escolar, e outras situações de maior fragilidade social, mas também pela população em geral que poderá usufruir dos cuidados de medicina dentária consoante a disponibilidade do médico dentista de serviço ou pela indicação do médico de família.
Na ocasião, o Secretário Regional da Saúde constatou que, no Centro de Saúde de Ponta Delgada, existem 4 médicos dentistas, ficando um deles afecto exclusivamente à Lagoa e que o gabinete hoje inaugurado estará ao serviço dos habitantes de Lagoa na próxima semana. 
O Governo dos Açores considera este um objectivo que envolve não só o concelho de Lagoa mas todo o arquipélago.

“Número de reclamações pelos utentes tem vindo a diminuir”, diz Secretário Regional da Saúde

miguel_correia_grandeMiguel Correia, Secretário Regional da Saúde, reafirmou ontem que o Provedor do Utente da Saúde é uma entidade criada para promover a qualidade e transparência a quem as pessoas podem recorrer sem receio de represálias.
Segundo informa nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), Miguel Correia falava  na instalações do Provedor do Utente da Saúde, tendo dito que, por vezes, as pessoas não reclamam com receio,  mas sublinhou que “não pode haver represálias por uma pessoa apresentar uma reclamação.”
O Secretário Regional da Saúde disse que “temos um Serviço de Saúde muito bom, comparado com o que se ouve e lê todos os dias do que se passa a nível nacional.” Prova disso “é que o número de reclamações tem vindo a diminuir e num inquérito sobre a satisfação dos utentes a maioria dos inquiridos disse estar satisfeito ou muito satisfeito com os serviços de saúde na Região”, disse. No entanto, afirmou que “há noção de é possível melhorar determinados aspectos e conversando directamente com as pessoas, percebemos que muitas vezes custa pouco satisfazer algumas pretensões dos utentes, em muitos casos trata-se apenas de mudar o horário de atendimento ou o local de entrega do resultado de uma análise.”
O Provedor agora com instalações próprias pode  privilegiar do contacto de proximidade “porque desse modo se percebe mais facilmente onde se pode aumentar com eficácia a qualidade e o nível de satisfação do Serviço Regional de Saúde.” Miguel Correia disse ainda que também tenciona incrementar acções de proximidade com a população, perguntando directamente às pessoas em que é que acham que se podem melhorar os serviços.  Relativamente às queixas que até agora têm chegado ao Provedor, a maioria diz respeito às urgências e à falta de médicos de família. No que respeita ao médico de família, o Secretário da Saúde disse que “no início desta   legislatura era afirmado que havia 80 mil açorianos sem médico de família, neste momento há cerca de 36 mil açorianos nessas circunstâncias.”
“Tem havido um esforço muito considerável para dar médico de família, quer através de formação de internos nos Centros de Saúde quer através da contratação de médicos estrangeiros”, sublinhou.

Médicos de família poderão ter até 2.500 doentes, aumentando o salário...

O Governo dos Açores deve assinar em Abril um acordo negociado com os médicos, que introduz a possibilidade de os médicos de família alargarem as suas listas de utentes, em troca de um acréscimo salarial.
“Já chegamos a uma redacção final deste acordo, mas ainda não está assinado. Estará em breve”, afirmou Miguel Correia, secretário regional da Saúde, em declarações aos jornalistas no final da inauguração do Gabinete de Saúde Oral da Unidade de Saúde da Lagoa, em S. Miguel.
Miguel Correia destacou “a possibilidade de os médicos de família alargarem as suas listas até 2.500 utentes e receberem uma remuneração adicional”, que “no máximo, corresponderá a um acréscimo de 2.600 euros”.
“O que é tradicional na região e no continente é um médico ser responsável por uma lista de cerca de 1.500 utentes, mas o objectivo é criar um incentivo financeiro para que ele possa alargar até aos 2.500, no máximo”, frisou.
Miguel Correia salientou, no entanto, que “nem todos os médicos poderão aceder a este apoio”, exemplificando que os que estão em horários de 42 horas com exclusividade “já ganham muito mais do que os médicos que estão em 35 horas”.
O secretário regional referiu ainda que existe um “conjunto de requisitos” para os médicos poderem beneficiar deste apoio, frisando que “uma consulta não urgente terá que ser programada no espaço de 15 dias, uma situação urgente tem que ser atendida no próprio dia e a renovação de uma receita correspondente a doenças crónicas tem que ser feita no máximo de 72 horas”.
Miguel Correia afirmou que o alargamento das listas é um incentivo para alargar a cobertura de médicos junto dos utentes, alegando que, devido à recessão, “as famílias cada vez menos têm dinheiro para ir a um médico privado”.
Por outro lado, reafirmou a intenção de contratar mais médicos, “uma vez que os incentivos criados para a fixação de médicos nos Açores não têm tido os resultados que se esperavam”.
Relativamente às listas de espera, o secretário regional da Saúde admitiu que existem “mais de 1.000 utentes em lista de espera” para cirurgia, atribuindo a situação “ao aumento das consultas de especialidade cirúrgica nos hospitais e a um maior número de inscritos para cirurgia”.
Miguel Correia disse que o Governo “quer reduzir ao máximo esta lista”, pelo que “vai avançar com obras no bloco operatório do Hospital de Ponta Delgada para disponibilizar mais salas de cirurgia”, acrescentando que a entrada em funcionamento do novo Hospital da Terceira também permitirá “duplicar o número de salas de cirurgia”.

Governo Regional “pretende contratar mais médicos de família para que todos tenham médico”

miguel-correia-hospitaisO secretário regional da Saúde, Miguel Correia, anunciou ontem a contratação de mais médicos para os Açores até ao final desta legislatura, mas não especificou quantos serão contratados para permitir que todos os açorianos tenham médico de família.
“Temos várias medidas preparadas para obviar a esta situação, como a contratação de mais médicos e a negociação de incentivos com os médicos de família para o alargamento das suas listas”, afirmou Miguel Correia em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia de inauguração das instalações onde funciona o Provedor do Utente da Saúde.
Miguel Correia recordou que, no início da legislatura, “existiam cerca de 80 mil açorianos sem médico de família e actualmente são 36 mil”, considerando que, apesar de ser um número “ainda considerável”, representa “um valor inferior” ao que se passa a nível nacional.
“Evidentemente que nos preocupa, mas tem existido um esforço muito considerável para dar médico de família a todos os açorianos, quer através de formação dos internos nos centros de saúde, quer com a contratação de médicos estrangeiros”, frisou.
Segundo o secretário regional da Saúde, “existem todas as condições para diminuir ao mínimo as reclamações por falta de médico de família”.
Miguel Correia salientou que a maioria das reclamações apresentadas no Serviço Regional de Saúde está relacionada com “o serviço de urgência”, revelando que as reclamações “não têm aumentado”, até registaram um decréscimo.
Nas declarações que prestou aos jornalistas, Miguel Correia abordou ainda o processo relativo ao Centro de Radioterapia dos Açores, assegurando que o executivo já enviou para o Tribunal de Contas “todos os elementos solicitados”, estando a aguardar o visto para iniciar as obras.