Desemprego baixa nos Açores e aumenta o número de ocupacionais

desemprego regiões

O número de desempregados  inscritos no país caiu para mínimos de 1991, segundo dados publicados ontem pelo IEFP. 

No espaço de 12 meses, o número de desempregados registados nos centros de emprego em Portugal caiu 12,9%. 

No total, havia no passado mês de Maio 305 mil pessoas registadas como desempregadas. 

Em Maio do ano anterior eram mais 45 mil. 

Já em relação a Abril, o número encolheu 5%, ou o equivalente a 16 mil pessoas. 

A nível regional, comparando com o mês de Maio de 2018, o desemprego registado diminuiu em todas as regiões do País, destacando-se, com as descidas percentuais mais acentuadas, a região de Lisboa e Vale do Tejo e a Região Autónoma dos Açores, ambas com 14,5%.

O IEFP divulgou também os números de desempregados em programas ocupacionais, revelando que nos Açores, no final de Abril, havia 4.338 pessoas nesses programas, mais 37 do que no primeiro mês do ano.

 

Verão começa amanhã com temperaturas ainda baixas

previsão tempo verão

O Verão começa amanhã com alguma nebulosidade e com máximas a variar em todo o país entre os 18 e os 30 graus Celsius, temperaturas abaixo do normal para esta época do ano.

O solstício de Verão ocorrerá às 15h54 de amanhã, marcando o início da estação no hemisfério norte, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa.

O Verão vai prolongar-se por 93,66 dias até ao próximo equinócio, a 23 de Setembro de 2019.

Patrícia Gomes, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), explica que o “Verão vai começar tímido, mas ainda assim com temperaturas a rondar os 30 graus em Santarém, Castelo Branco, algumas zonas do Alentejo e sotavento algarvio”.

Amanhã ainda temos alguma nebulosidade em alguns locais do Norte e Centro e Alentejo. Ao longo do dia tornar-se-á pouco nublado ou limpo, prevendo-se também uma subida ligeira da temperatura entre 2 e 4 graus”, disse.

Segundo a meteorologista do IPMA, hoje, os valores da temperatura máxima vão variar entre os 18 e os 30 graus no continente.

“Nos últimos dias os valores da temperatura estiveram abaixo do normal para a época do ano. Apesar de estar prevista uma pequena subida, em alguns locais o início do verão terá valores abaixo do normal”, disse.

Quanto ao fim de semana, Patrícia Gomes destacou que já são esperados valores da temperatura máxima entre os 30 e os 35 graus em alguns locais como a região do Vale do Tejo, Alentejo e sotavento algarvio.

Para domingo já está prevista uma descida da temperatura devido à aproximação de uma superfície frontal fria que irá originar alguma precipitação nas regiões do Norte e Centro, em especial nas regiões do litoral. 

 

 Previsão para hoje, feriado

 

A previsão do tempo para hoje, feriado, nos Açores, é de períodos de céu muito nublado em todos os grupos do arquipélago. 

As temperaturas vão variar entre os 17ºC e os 22ºC.

No continente é de céu muito nublado e uma ligeira subida da temperatura máxima, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

No continente, os períodos de muita nebulosidade, com possibilidade de aguaceiros fracos nas regiões Norte e Centro, vão diminuir gradualmente a partir do final da manhã. É esperado vento moderado a partir da tarde.

As temperaturas mínimas oscilarão entre os 10ºC (Bragança, Braga e Viseu) e os 15ºC (Faro, Sagres, Lisboa e Aveiro).

Quanto às temperaturas máximas, são esperados valores entre os 20ºC (Guarda) e os 29ºC (Évora).

Já na Madeira, o céu vai estar muito nublado, com possibilidade de aguaceiros, fracos e pouco frequentes. E as temperaturas deverão rondar os 18ºC (mínima) e os 24ºC (máxima).

Pesca descarregada nos portos dos Açores com forte queda

pesca descarregada maio 19

A quantidade de pescado descarregado nos portos dos Açores está a provocar algum alarme entre os pescadores, devido à forte queda que se regista.

O SREA acaba de divulgar os números da Lotaçor, onde é possível verificar que, em Maio passado,  foram descarregados apenas 497.190 quilos de pescado, quando no mesmo mês do ano passado tinham sido 1.040.258 quilos.

Um armador disse ao nosso jornal que Maio do ano passado tinha sido “um mês excepcional porque já aparecia atum, mas este ano está difícil encontrar atum”.

Aliás, este tem sido o sentimento entre o sector, com pescadores a manifestarem alguma preocupação com a falta de peixe nesta altura do ano, ao contrário do que aconteceu no ano passado.

No conjunto deste ano, de Janeiro a Maio, já foram descarregados 1.984.028 quilos de pescado, quando no mesmo período do ano passado tinham sido 2.195.720 quilos.

Apesar desta preocupação, os pescadores esperam que Junho, Julho e Agosto sejam compensadores, porque são os meses que tradicionalmente trazem mais pescado.

Santa Maria, S. Miguel, Pico e Faial são as ilhas que registam as maiores quedas.

Apesar de tudo, em Janeiro, Março e Abril registaram-se aumentos na pesca descarregada, verificando-se o grande desequilíbrio agora em Maio.

“Voos na época alta não respondem à procura”

 

José Gabriel Ávila 2José Gabriel Ávila, jornalista 

Como é que analisa a situação dos transportes aéreos e marítimos no Triângulo, face aos últimos acontecimentos?

Desde há muito que os transportes marítimos no Triângulo e no grupo central são um factor muito importante para a vida e economia das populações, sobretudo nas ligações com as duas cidades: Horta e Angra do Heroísmo. 

A actividade relevante dos iates do Pico (Terra Alta, Ribeirense e Santo Amaro) e da Graciosa (Espírito Santo), considerados as urbanas marítimas do grupo central do Arquipélago, abriu portas à mobilidade das populações e incentivou uma relação muito estreita e de positiva dependência que ainda hoje se mantém.

Com a construção dos portos comerciais e aeroportos, as três ilhas conseguiram afirmar as suas potencialidades e dinâmicas próprias, abriram-se directamente ao exterior, e os antigos entrepostos comerciais perderam sentido.

Os empresários inovaram, criaram relações comerciais com o continente e os produtos locais ganharam novos mercados, inclusivé na diáspora. 

Mais recentemente, a actividade turística deu novo elan à economia do Triângulo. Isso deveu-se às viagens marítimas diárias entre as três ilhas e às ligações aéreas directas entre Faial/ Lisboa e Pico/Lisboa de que também beneficiam os jorgenses.

Qualquer percalço que surja num destes meios de transporte, por menor que seja, afecta, certamente, a vida dos locais e a estadia dos visitantes.

Só quem vive ou visita ilhas, com carências assinaláveis nos cuidados de saúde primários e diferenciados, sente na pele a insularidade nos seus constrangimentos mais penosos que surgem quando menos se espera...

 

Considera que o Triângulo está a ser prejudicado em termos turísticos e que isto possa afectar a imagem da região no futuro?

Os transportes são o ponto nevrálgico da economia do Triângulo. Sem eles nada funciona. Devido à dimensão das três ilhas, cuja população ronda as 35 mil pessoas, mas envelhece cada vez mais,  tem-se a noção de que a oferta dos transportes aéreos, não devendo ir além da procura, não satisfaz. 

O número de voos na época alta não responde à procura, nomeadamente na ilha do Pico e, em vista disso, os operadores não podem ser mais agressivos junto do mercado potencial.

Isso afecta não só a preferência por aquele destino, mas todos os serviços da cadeia comercial. Para já não falar dos passageiros que têm de viajar pelo aeroporto da Horta o que encarece o custo das passagens e causa transtornos elevados.

Há que encontrar um meio termo e um tratamento mais equitativo nas viagens de e para Lisboa, para que as populações das três ilhas: Faial, Pico e São Jorge tenham melhores acessibilidades.  

 

O que acha que deve ser feito para ultrapassar esta situação e repor a boa imagem nas acessibilidades? 

Os custos da insularidade são reais e não podem ser avaliados, estritamente, à luz do custo-benefício ou da pura rentabilidade empresarial da empresa pública SATA. O reconhecimento pelo Estado de um tarifário mínimo acima do qual os residentes são reembolsados, é a prova de que temos direito a transportes que respondam às nossas necessidades e das actividades económicas que desenvolvemos.

Estes direitos defendidos pelo Estado devem também ser assumidos pela União Europeia. 

A ultraperiferia açoriana tem constrangimentos nos transportes que carecem de apoios financeiros adequados e majorados. Cabe às entidades regionais e nacionais reivindicarem a extensão dos apoios do POSEI às áreas da saúde e dos transportes, sem o que o turismo terá grandes dificuldades em afirmar-se no Triângulo e nas chamadas ilhas pequenas.

E às autoridades regionais, que destas questões não têm um entendimento compreensivo  e esclarecido, compete levar estas importantes questões a Bruxelas, através dos organismos representativos das regiões ultraperiféricas, para que a União Europeia ajude a romper o nosso isolamento e a abrir estas ilhas ao mundo global.

 

Preços subiram mais em Maio

ipc maio 19A taxa de inflação média nos Açores subiu para 0,24%, revelou ontem o SREA.

A nível nacional situou-se nos 0,97%. A taxa de variação homóloga do mês de Maio, nos Açores, situou-se nos 0,54%, sendo a nacional de 0,42%.

A taxa de variação mensal foi de 0,26% nos Açores e 0,06% no país. 

Com efeito, taxa de variação média dos últimos doze meses, terminados em Maio, do Índice de Preços no Consumidor, “Total”, subiu para 0,24%. As maiores variações médias verificaram-se nas classes “Bebidas alcoólicas e tabaco”, “Hotéis, cafés e restaurantes”, “Transportes”, “Acessórios, equipamentos doméstico e manutenção corrente da habitação”, “Educação” e “Bens e serviços diversos” com taxas positivas, respectivamente, de 3,02%, 2,43%, 2,20%, 1,77%, 1,16% e 1,15%.

 

Hotéis, Cafés e Restaurantes em alta e Comunicações em baixa

 

A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor, “Total” de Maio, situou-se nos 0,54%, subindo 0,38 pontos percentuais em relação à taxa divulgada no mês anterior.

A taxa mensal do índice de Maio “Total”, foi de 0,26%, descendo 0,84 pontos percentuais em relação ao mês de Abril. 

A classe “Hotéis, cafés e restaurantes” com 2,60%, foi a que mais se realçou no sentido da alta, enquanto no sentido da baixa tivemos a classe “Comunicações” com -2,61%.

A taxa mensal a nível nacional foi de 0,06.