Listas de espera em cirurgia com o maior valor de sempre

enfermagemO número de cirurgias em lista de espera continua a aumentar consecutivamente nos Açores desde Novembro de 2010, apenas com uma interrupção em Março de 2011.

Os dados de Novembro ainda não foram totalmente divulgados pela Direcção Regional da Saúde, havendo apenas os relativos a aos hospitais de Angra e Horta. Mas até Outubro de 2011, o número de esperas já atingia os 1.521, valor muito superior à última "limpeza" que ocorreu em Outubro de 2010, quando o valor tinha atingido os 1.392 casos.

Entre Março de 2011, quando houve a última redução, e Outubro de 2011, o número de açorianos com cirurgia em espera cresceu 54%...

O maior número de casos está registado em Ponta Delgada, que atinge os cerca de 72% do total.

As esperas são enormes. Os mais recentes datam de Abril de 2010, e estão à espera – com referência a Novembro passado – há 270 dias. Mas há apenas 4 casos nessa situação. Todos os restantes têm esperas de pelo menos 570 dias, o que é equivalente a cerca de um ano e meio...

A média de espera total é de mais de 800 dias por utente. Há cerca de 650 utentes com valores de espera superiores a essa média, o que corresponde a cerca de 44% do total. Esses valores correspondem a mais de dois anos.

Diabéticos discriminados nas escolas e no emprego

diabetesQuem o diz é João Nabais, presidente da Federação Internacional da Diabetes – Região Europa (IDF) aquando das comemorações do Dia da Diabetes, que se assinala, mundialmente, a 14 de Novembro: “a discriminação atinge todas as faixas etárias e vai desde a recusa no acesso a escolas, até à exclusão em actividades lúdicas e desportivas”.
Entre as discriminações mais comuns, estão as relacionadas com o ambiente de trabalho. Muitos doentes não assumem certos cargos devido à sua situação clínica, outros são demitidos quando a empresa toma conhecimento das suas condições e há mesmo quem questione se deverá ou não informar a entidade empregadora da sua doença.
Pessoas com diabetes afirmam ter sido vítimas de discriminação no acesso ao emprego nas profissões de polícia, bombeiro, condutor de ambulância, taxista, motorista de autocarros e controlador aéreo, segundo um estudo realizado pela IDF.
Na própria obtenção da carta de condução, “a diabetes é considerada um problema de saúde que afecta a aptidão para a condução e, como tal, as pessoas com esta doença têm de revalidar a sua carta dez vezes ao longo da sua vida”, afirma João Nabais.


Realidade nos Açores

Nos Açores, Ponta Delgada associa-se à celebração do Dia da Diabetes, nas Portas da Cidade, de 12 a 18 de Novembro, em que estas estarão iluminadas de azul – a escolha da cor prende-se com o facto de o símbolo dos Diabéticos ser um círculo azul.
Uma iniciativa que faz parte das actividades do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes (PNPCD), da Direcção Geral da Saúde e que tem por objectivo consciencializar o público sobre essa problemática.  
Maria Alice Martins, presidente da Associação de Diabéticos de São Miguel e Santa Maria, afirma que a discriminação a pessoas diabéticas não se verifica só no Continente.
No entanto, embora seja uma atitude cada vez menos visível nos Açores, a discriminação é ainda perceptível, sobretudo, nas escolas.
“Há crianças que não compreendem por que é que os colegas com diabetes tipo 1 têm de levar injecções”, refere. Em grande parte resultado da própria educação, é necessário que essas crianças compreendam que esta é uma doença que  modifica pouco o dia-a-dia de quem é portador.
Com vista a sensibilizar os mais novos para esta problemática, a associação leva a cabo no próximo sábado, dia 12, no Auditório Camões, uma peça de teatro protagonizada por jovens que apela à não discriminação de quem sofre de diabetes.
Mais esforços estão a ser feitos com vista a diminuar actos discriminatórias e em promover hábitos saudáveis de alimentação. O médico Rui César, responsável pelo Programa Regional de Nutrição e Controlo de Diabetes nos Açores, irá, à semelhança de outros anos, organizar uma marcha pela promoção da actividade física e prevenção de diabetes, que decorrerá durante as comemorações do Dia da Diabetes.
Uma doença que os clínicos estimam que possam rondar as 25 mil pessoas nos Açores,  a Diabetes é resultado de erros alimentares, excesso de peso, falta de exercício físico, colesterol alto e factores genéticos, sendo que a consciencialização e a prevenção constituem as melhores formas de combater essa doença, considerada a principal causa de insuficiência renal, cegueira e amputação de membros inferiores.

Candidato a Bastonário da Ordem dos Enfermeiros alega ter sido impedido de entrar no Hospital de PD

Hospital-PDLA Administração do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, ontem, não permitiu que Germano Couto, que se encontra de visita aos Açores, a desenvolver várias visitas de trabalho como candidato a Bastonário da Ordem dos Enfermeiros pela candidatura «Enfermagem Primeiro». O objectivo primordial visava a sensibilzação para a acandidatura assim como o contacto com os enfermeiros dentro do Hospital de forma a realizar uma troca de impressões sobre a profissão na ilha de São Miguel.
De acordo com Germano Couto tratou-se de uma situação inédita no seio de todas as administrações hospitalares até agora contactadas. Segundo o nosso interlocutor o objectivo da visita ao hospital Divino Espirito Santo visava um contacto de proximidade com os enfermeiros, no entanto, ontem a administração da unidade hospitalar negou o acesso ao seu interior alegando que “por normas internas da legislação que afecta o controlo de infecção e ambiente”.
Esta posição da administração do Hospital Divino Espirito Santo indignou a candidatura de Germano Couto que confirmou também ter sido inéditperante todos os contactos efectuados a nível nacional e regional.
Por seu turno, o gabiente de relações públicas do Hospital Divino Espirito Santo apresentou outra versão da história. Segundo a mesma fonte a candidatura de Germano Couto solicitou uma visita ao hospital para contacto com os enfermeiros no decorrer desta semana, no entanto, em virtude da realização de um congresso no auditório do hospital a mesma visita teve que ser obrigatóriamente adiada para a próxima semana. O gabinete de relações publicas garantiu também que nunca foi negado qualquer contacto com os enfermeiros no Hospital, no entanto, apenas esta semana não dispõe de um lugar onde fosse possível reunir.

Estrangeiros “estão a garantir os cuidados de saúde à população”

O Secretário Regional da Saúde reafirmou ontem que os médicos colombianos contratados pelo Serviço Regional de Saúde “estão a cumprir o objectivo pretendido e o seu trabalho é reconhecido pelas pessoas”.
Em resposta ao comunicado da Ordem dos Médicos, Miguel Correia frisou que “o trabalho dos médicos estrangeiros é importante, sobretudo no momento actual, uma vez que as pessoas podem não ter dinheiro para recorrer a um médico privado e é necessário que os serviços públicos garantam os cuidados de saúde à população”.
O Secretário da Saúde reafirma que o Governo “tem todo o interesse que continuem a formar-se nas nossas unidades de saúde o maior número de médicos possível. O que acontece é que os jovens médicos apenas conseguirão suprir os lugares dos médicos que se vão aposentar nos próximos tempos. Haverá, por isso, sempre falta de médicos de família e, portanto, será necessário contratar mais médicos no estrangeiro”.

Luís Ferreira candidata-se à presidência da Ordem dos Enfermeiros para o quadriénio 2012-2015

D.A.: O Enfº Luís Ferreira anunciou recentemente a sua candidatura a Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Enfermeiros para o quadriénio 2012-2015. Por que razão decidiu avançar com esta candidatura? Que motivações estão subjacentes?

Enf. LF: A decisão de me candidatar a Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional para o quadriénio 2012-2015 não foi fácil, tendo exigido de mim uma reflexão longa, séria, ponderada e consciente. Não nos podemos esquecer de que se trata de um órgão com grandes responsabilidades na promoção de todas as actividades da Ordem a nível regional, desde a administração dos bens patrimoniais e financeiros até ao pronunciamento sobre os assuntos que digam respeito à garantia dos serviços de enfermagem prestados à população. Tratou-se, por isso, de um processo reflexivo, onde tive de ponderar várias variáveis, inclusivamente variáveis de ordem pessoal, para assumir este desafio, apesar de estar consciente de que o quadriénio que se avizinha não será fácil.

Mas retomando a pergunta que me fez, e relativamente às motivações, estas inserem-se não só num domínio pessoal, mas também profissional, isto é, se por um lado reconheço que o carácter optimista e confiante que me caracteriza é por si só motivador, por outro, e já num âmbito mais profissional, tenho consciência de que a Enfermagem de amanhã precisa de ser acautelada hoje, sob pena de se condicionar a própria profissionalidade.

D.A.: Que quer dizer exactamente com isso? Que até agora isso não foi acautelado?

Enf. LF:

A Enfermagem, em Portugal, é hoje uma profissão com um património conceptual do mais consistente que existe internacionalmente, e isso deve-se a todo um trabalho que foi feito e sem o qual não seria possível pensar a Enfermagem nos moldes em que hoje ela é pensada. Mas isso, por si só, não basta. No meu entender, é necessário o empenho de todos os enfermeiros para que se apropriem desse referencial e o transfiram para a prática clínica. Há que evidenciar a mais-valia dos cuidados que são prestados, numa perspectiva de melhoria contínua, reflectindo o que se faz e o que se fez, e porque se fez deste ou daquele modo e não de outro. É urgente que os enfermeiros possam dizer e identificar, claramente, os ganhos em saúde que decorrem dos cuidados que prestam.

D.A.: Pressupõe-se, então, que isso fará parte do seu plano de acção para o quadriénio….

Enf. LF:

D.A.: Que outros propósitos estão previstos no seu Programa de Acção?

O programa não é meu, mas de um equipa que empenhadamente, e sem qualquer outro interesse que não o "compromisso com o Cidadão e com os Enfermeiros", concebeu e elaborou o Programa de Acção que será oportunamente publicado no nosso website www.pelaenfermgem.com.

Para além das questões relacionadas com a profissionalidade, merecem especial destaque a valorização dos Cuidados de Enfermagem, a qualidade dos Cuidados de Enfermagem (efectividade, acessibilidade e equidade) e a implementação do Modelo de Desenvolvimento Profissional.

D.A.: Existe algum propósito mais global? Existe algum objectivo principal?

Enf. LF:

D.A.: Com quantos elementos conta para levar a cabo esse programa?

Enf. LF:

O tempo urge e as dificuldades que se avizinham não se compadecem com divisões ou "partidarizações"…. Todos seremos poucos!

Mas, se me pergunta quantos enfermeiros aceitaram o desafio de integrarem esta candidatura, respondo-lhe que somos trinta, entre efectivos e suplentes, numa lista cuidadosamente elaborada de modo a ter uma representatividade equitativa das várias áreas (Cuidados de Saúde Hospitalares; Cuidados de Saúde Primários e Ensino); das ilhas onde exercem um maior número de Enfermeiros (S. Miguel, Terceira e Faial) e, pela primeira vez é apresentada uma lista onde de 50% dos enfermeiros são de Cuidados Gerais (não especialistas), constituindo para nós, um motivo de orgulho.

D.A.: Quando diz "Todos" está a incluir as associações profissionais, os sindicatos

Enf. LF:

A pergunta permite que se faça uma referência àquilo que estatutariamente é o desígnio da Ordem dos Enfermeiros e àquilo que é dos Sindicatos, e convém esclarecer até porque existe alguma confusão entre os enfermeiros sobre o que é a Ordem e o que é o Sindicato. E isto tem de ser conveniente e claramente dito, discutido e apropriado, sob pena de se prometerem coisas que estatutariamente não são viáveis.

O Decreto-Lei 104/98 de 21 de Abril, com a nova redacção dada pela Lei 111/2009 de 16 de Setembro, no seu artigo 3º, diz que a Ordem dos Enfermeiros tem como desígnio fundamental a promoção da qualidade dos cuidados de Enfermagem, o desenvolvimento, a regulamentação e o controlo do exercício profissional, tendo em conta os princípios éticos e deontológicos da profissão. Ora como se pode depreender, as questões salariais e de carreira não se enquadram nas atribuições da Ordem, pelo que não seria justo nem honesto prometer aos enfermeiros um salário mais elevado ou outras coisas que só serão possíveis mediante negociação, em sede própria, com as entidades patronais. Ou seja, muito genericamente, poderemos dizer que a Ordem preocupa-se com o Enfermeiro, enquanto "Profissional", e o Sindicado com o Enfermeiro enquanto "Trabalhador", mas isto não implica que os esforços não sejam convergentes. Por exemplo, no nosso Programa de Acção pugnaremos pela afirmação, visibilidade e valorização dos cuidados de Enfermagem e, perante isso, compete ao Sindicato fazer valer a imprescindibilidade dos Enfermeiros e por conseguinte negociar esse aspecto valorativo. São coisas distintas, mas que se complementam, e é nessa perspectiva que dizemos que todos nós seremos poucos.

D.A.: Enf. Luís Ferreira é, actualmente, membro efectivo dos órgãos da Ordem dos Enfermeiros. Considera que é uma mais-valia para a sua candidatura?

Enf. LF:

Percurso profissional do Enfermeiro Luís Ferreira

Luís Ferreira, tem 48 anos, é natural das Lajes (Terceira), e reside em Ponta Delgada. Em termos profissionais é Enfermeiro Especialista (Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica) desempenhando a Categoria Profissional de Enfermeiro Supervisor. No que se refere à Formação Profissional é detentor do Curso de Enfermagem Geral (Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo - 1983), Curso de Estudos Superiores Especializados em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica (Escola Superior de Enfermagem Maria Fernanda Resende - 2000), Curso de Mestrado em Educação (2004 - Universidade dos Açores) e Pós Graduação em Gestão de Unidades de Saúde (2008 - Universidade dos Açores).

No que se refere ao seu percurso Profissional actuou em Área da Prestação de Cuidados: 1984 até 2000 - Cuidados de Saúde Hospitalares, Área da Gestão: 2001- (…) - Cuidados de Saúde Primários , Área da Formação: Paralela e pontualmente, durante alguns anos, colaboração na área da docência com a Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada.

Serviços onde exerceu a Prática Clínica Hospital da Horta: 1984, Hospital do Divino Espírito Santo Ponta Delgada: 1985-2000, Casa de Saúde de S. Miguel (em acumulação de funções): 1986-1998, Centro de Saúde de Santana (Região Autónoma da Madeira): 2001, Centro de Saúde de Ribeira Grande: 2002-2006, Centro de Saúde de Ponta Delgada: 2007-(…).

Em termos de algumas actividades e funções mais relevantes foi coordenador dos Serviços de Enfermagem da Casa de Saúde de S. Miguel (1992-1998), membro do grupo de trabalho "Individualização da Especialidades em Enfermagem" (mandato 2004-2007), responsável pelo Grupo de Comunicação e Imagem da Secção Regional da RRA-OE (mandato 2004-2007), membro do grupo responsável pelo estudo de viabilidade do "Enfermeiro de Família" na RAA (2009), vogal Enfermeiro do Órgão de Direcção dos Centro de Saúde do Concelho de Santana – RAM (2001), coordenador do grupo de trabalho responsável pela implementação do "Enfermeiro de Família" na RAA (2010), vogal do Conselho Directivo da Secção Regional da RAA-OE (2008 - …)

Anúncio de Candidatura de Luís Ferreira a presidente do Conselho Directivo da SRRA dos Açores da OE

Na apresentação de Candidatura Luís Ferreira referiu que "Consciente de que o contexto actual em que vivemos encerra variadíssimas variáveis (potencialmente condicionantes de todo um percurso que os Enfermeiros têm feito) e após um longo processo de reflexão, decidi aceitar o desafio de me candidatar a presidente do Conselho Directivo Regional da Secção Regional da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Enfermeiros, para o quadriénio 2012-2015, integrando a candidatura nacional do candidato a Bastonário, o Enfermeiro Manuel Oliveira.

A Região Autónoma dos Açores, não só pelas suas características arquipelágicas mas também pelos contornos políticos que o estatuto autonómico lhe confere, reveste-se de algumas particularidades que importa incorporar, quando se aceita o desafio de prosseguir, regionalmente, com o desígnio da Ordem, no sentido de promover a defesa da qualidade dos cuidados de enfermagem prestados aos cidadãos, o desenvolvimento, a regulamentação e o controlo do exercício profissional.

É na senda desta missão que a equipa que integra esta candidatura assumiu "Pela Enfermagem, um compromisso com o Cidadão e com os Enfermeiros". Um compromisso em duas dimensões, Cidadão e Enfermeiros, tidas por nós como cruciais e, portanto, estruturantes do plano de actividades que nos propomos para o quadriénio.

Estamos conscientes das dificuldades que se avizinham, mas acreditamos na capacidade que os enfermeiros sempre tiveram em transformar dificuldades em oportunidades, encontrando as soluções mais adequadas para os problemas identificados.

Pautando-se pelos princípios éticos e deontológicos da profissão e no âmbito das atribuições estatutárias próprias da Ordem, enquanto associação de direito público, a equipa que comigo aceitou esta grande responsabilidade tudo fará para dignificar a profissão e evidenciar a mais-valia do contributo do exercício profissional dos enfermeiros (visibilidade e reconhecimento valorativo das intervenções) qualquer que seja o contexto da prática. Estaremos, pois, atentos a todos os desafios que são colocados aos enfermeiros, mesmo aqueles que, pela sua natureza, implicam um esforço sinérgico de todos nós, enquanto actores do processo, em prol da Enfermagem, da qualidade dos cuidados que prestamos e do Enfermeiro.

É por isso que assumimos "Pela Enfermagem, um compromisso com o Cidadão e com os Enfermeiros".

Não nego que o facto de pertencer ao Conselho Directivo neste mandato que termina agora em 2011 permitiu-me conhecer mais de perto toda a dinâmica interna e externa relacionada com a Ordem, com especial ênfase para as responsabilidades que são imputadas, estatutariamente, ao Conselho Directivo. Nesta perspectiva, considero que é uma mais-valia, mas regozijo-me em constatar que pela primeira vez existem outras listas candidatas, na medida em que os enfermeiros poderão, democraticamente, eleger aquela que entenderem ser a melhor para dirigir os destinos da Secção Regional.
No anúncio de candidatura que publicámos, e que está no nosso website, pode ler-se que estaremos atentos a todos os desafios que são colocados aos enfermeiros, mesmo aqueles que, pela sua natureza, implicam um esforço sinérgico de todos nós, enquanto actores do processo, em prol da Enfermagem, da qualidade dos cuidados que prestamos e do Enfermeiro. Isto pressupõe que trabalharemos em conjunto com todas as associações profissionais e sindicatos pela dignificação da Enfermagem e dos enfermeiros. O caminho só pode ser trilhado num esforço sinérgico, no respeito pelos desígnios de cada uma das organizações.
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Conto com TODOS os enfermeiros que exercem a sua actividade profissional nos Açores, independentemente dos contextos da prática ou da área de actuação, seja ela prestação de cuidados, gestão, ensino, investigação, formação e assessoria.
Em conjunto, decidimos integrar a candidatura nacional do candidato a Bastonário, Enf. Manuel Oliveira, por comungarmos dos mesmos Valores e Princípios que norteiam a sua candidatura e porque a "Missão" e a "Visão" do projecto nacional coincidia, com os nossos propósitos a nível regional. Como missão/propósito geral assumimos promover a defesa da qualidade dos cuidados de enfermagem prestados à população, bem como o desenvolvimento, a regulamentação e o controlo do exercício da profissão de enfermeiro, assegurando a observância das regras de ética e deontologia profissional, desígnio principal da Ordem.
A equipa que comigo aceitou este desafio assumiu, desde logo, "Pela Enfermagem, um Compromisso com o Cidadão e com os Enfermeiros", constituindo o lema da nossa candidatura. Foi nestas duas dimensões que elaborámos o nosso Programa de Acção para o quadriénio e onde consta, obviamente, esse propósito.
Quero dizer que as necessidades em Cuidados de Saúde de ontem não são iguais às de hoje nem serão iguais às de amanhã: os contextos mudam e as necessidades em cuidados também. Hoje, mais do que nunca, o respeito pela complementaridade funcional de cada um tem de ser uma realidade, e isso implica que cada grupo profissional domine o seu quadro de referências para, no seio das equipas transdisciplinares, poder discutir, justificar e reclamar o que é que pode e deve fazer em prol das necessidades identificadas. No meu entender, é um desafio que se coloca aos enfermeiros enquanto profissionais que têm como foco de atenção não a doença, mas o modo como cada um a vivencia na sua singularidade.