Greve dos estivadores de Janeiro a Julho inclui portos da Praia da Vitória e Ponta Delgada

porto ponta delgada1Os funcionários portuários associados ao Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL) decretaram na Quarta-feira greve ao trabalho nos portos nacionais entre 16 de Janeiro e 1 de Julho contra a proliferação de alegadas “práticas antissindicais”.

A paralisação irá afectar os portos de Sines, Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal, Ponta Delgada e Praia da Vitória, e refere-se à “abstenção de todo e qualquer trabalho (…) durante as primeiras 72 horas após a entrada na respectiva área de jurisdição portuária, de todo e qualquer navio que tenha operado no Porto do Caniçal com recurso a qualquer mecânico, electricista ou outro trabalhador estranho à profissão”.

De acordo com o SEAL, a paralisação nestes portos aplicar-se-á também a “todo e qualquer navio que tenha operado no Porto da Praia da Vitória com recurso a trabalhadores que, em violação do artigo 535 do CT, foram contratados após a emissão do anterior pré-aviso de greve datado de 26 de Julho de 2018” – situação que, frisa, o sindicato, é “ilegal” e “já foi detectada pela Polícia Marítima e ACT locais”.

A greve prevista nos portos referidos “contemplará igualmente a abstenção da prestação de todo e qualquer trabalho, em qualquer porto, incidindo sobre todas as operações realizadas que directamente ou indirectamente se relacionem com os navios pertencentes aos armadores que integram o Grupo Sousa”.

Quanto ao Porto do Caniçal, a paralisação lançada pelo SEAL “incidirá sobre todo e qualquer trabalho, em todas as operações realizadas, seja qual for o período de trabalho, desde que, para a execução de algumas dessas operações, alguma entidade empregadora ou utilizadora de mão-de-obra contrate ou coloque a trabalhar qualquer mecânico, electricista ou qualquer outro trabalhador estranho à profissão de estivador”.

Já na Praia da Vitória, “a greve consubstanciar-se-á na abstenção da prestação do trabalho suplementar” até 1 de Julho de 2018, explica o SEAL, e incidirá sobre “todo e qualquer trabalho (…) desde que, para a execução de algumas dessas operações, alguma entidade empregadora ou utilizadora e mão-de-obra, nomeadamente a Operterceira, coloque a trabalhar ou contrate trabalhadores estranhos à profissão e que não integrassem o contingente de trabalhadores à data de 26 de Julho de 2018.

A paralisação, acrescenta ainda o SEAL, incidirá “sobre navios que sejam ou tenham sido desviados de outros portos ou terminais portuários nacionais” – esta condição abrangerá os portos de Leixões, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines, Caniçal, Praia da Vitória e de Ponta Delgada.

Na base deste pré-aviso de greve está, fundamenta o sindicato, “a crescente proliferação de práticas antissindicais nos diversos portos portugueses”, que incluem, alega o SEAL, “assédio moral” e “chantagem salarial”. Segundo aponta o sindicato, desde o acordo alcançado para Setúbal não se encontram ainda “minimamente satisfeitas as garantias de resolução expedita dos problemas assinalados”.

Câmara do Comércio de Angra preocupada com transportes aéreos e marítimos

delta aviãoA direcção da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) diz “estranhar” as notícias que dão conta de declaração do ex-embaixador dos EUA, Robert Sherman, referindo que a ligação aérea da Delta Air Lines a São Miguel surgiu como contrapartida do “downsizing” da Base das Lajes. 

“Recordamos que, no início deste ano, a direcção da CCAH emitiu comunicado a pedir esclarecimentos à Embaixada dos EUA e ao Presidente do Governo Regional dos Açores, tendo obtido respostas claras no sentido contrário ao que agora é veiculado”, refere a associação empresarial, que pede que as entidades competentes esclareçam, “com total transparência, todo o processo de negociação estabelecido”.

Num comunicado ontem divulgado, a CCAH manifesta também “preocupação” com a “falta de acordo interline da SATA Air Açores com a Delta”. Uma situação que, segundo defendem os empresários, “coloca em causa o desenvolvimento do turismo nas ilhas do grupo central”. 

“Este é um assunto a ser tratado ao mais alto nível, pelas nossas entidades responsáveis, Sata e Governo Regional. Importa, ainda, realçar que o período de maior venda de pacotes turísticos nos Estados Unidos da América é Janeiro e Fevereiro, pelo que é urgente a resolução deste entrave ao desenvolvimento da economia do grupo central”, consideram.

Por outro lado, os empresários congratulam-se com o início da operação privada de transporte de carga aérea entre Lisboa e Ponta Delgada, através do Consórcio MAIS, , com extensão à ilha Terceira três vezes na semana. “O transporte aéreo de carga é uma revindicação antiga da CCAH e essencial para o desenvolvimento da economia da Região”, disse a associação empresarial, que aguarda uma reunião com a empresa responsável pelo transporte da carga.

Greves dos estivadores 

com “consequências nefastas”

 

No âmbito do transporte marítimo, a CCAH manifestou preocupação com as “as greves contínuas e prolongadas dos estivadores, que afectam igualmente os Portos da Região”.

“A direcção vem demonstrar a sua preocupação com as consequências nefastas no tecido empresarial, com os atrasos de entrega das suas mercadorias, que são agravadas neste período de Natal, altura do ano essencial à sobrevivência de muitas empresas açorianas”, refere o comunicado. 

Os empresários defendem, por isso, que “devem ser tomadas medidas urgentes de forma a diminuir os constrangimentos existentes na operação de carga dos Portos da Região”, mostrando disponibilidade para “ colaborar no que for necessário nesse sentido, no âmbito das suas competências”.

 

Produtos alimentares em alta nas vendas

indice vendas 18Em Setembro, a compra de produtos alimentares nas grandes superfícies comerciais apresenta uma variação mensal homóloga positiva de 4,15%, a preços constantes, e de 2,69% a preços correntes. 

Com efeito, segundo revela o SREA, o índice de vendas do comércio a retalho – produtos alimentares regista em Setembro, a preços constantes (valores brutos), uma variação mensal homóloga positiva de 4,15% e trimestral homóloga positiva de 3,97%. 

A preços constantes (corrigidos dos efeitos calendário e sazonalidade), verifica-se um acréscimo de 4,42% relativamente à variação média nos últimos 12 meses. 

Quanto à variação mensal, verifica-se uma subida de 0,45%.

 Relativamente à variações mensal homóloga e média nos últimos 12 meses, a preços correntes (valores brutos), a mensal cresceu 2,69% e a média nos últimos 12 meses subiu, 3,97%.

Empresa francesa tem interesse em criar base para dirigível estratosférico em Santa Maria

estação esa santa mariaO Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia adiantou, em Paris, que a empresa Thales Alenia Space demonstrou interesse em implementar uma “base experimental” na ilha de Santa Maria para um balão dirigível estratosférico autónomo que “está em fase de desenvolvimento”.

Gui Menezes afirmou que o projecto, denominado Stratobus, ainda está numa fase “muito inicial” e destina-se a missões locais e regionais que abrangem áreas como as telecomunicações, a observação da Terra, a vigilância marítima, o ordenamento territorial e o combate a incêndios, entre outras.

O Secretário Regional, que falava Terça-feira no final de uma visita à Thales Digital Factory, referiu ainda que o Stratobus, que se espera que esteja concluído em 2023, vai funcionar a uma altitude de 30 quilómetros do solo e terá capacidade para cobrir uma área com um diâmetro de cerca de mil quilómetros.

Antes da conclusão do Stratobus, a Thales tem interesse em testar um protótipo deste projecto, “de menor escala”, na ilha de Santa Maria, adiantou Gui Menezes, acrescentando que “a eventual construção, nos Açores, de um hangar para este dirigível, que vai necessitar de manutenção, poderá contribuir para a criação de emprego especializado”.

A Thales tem uma participação maioritária, de 65%, na empresa portuguesa EDISOFT, que já opera na ilha de Santa Maria várias estruturas da Estação Espacial Europeia, tendo trazido, segundo Gui Menezes, “tecnologia de ponta” para o arquipélago e criado postos de trabalho qualificados.

Governo prevê investimentos de 763 milhões de euros para 2019

Vasco Cordeiro3O Conselho do Governo, que se reuniu em Angra do Heroísmo, aprovou a Anteproposta de Plano para 2019, que prevê um montante global de cerca de 763 milhões de euros de investimento público, no sentido de continuar a potenciar o novo ciclo que se verifica na economia regional. 

Deste montante, explica o executivo em nota de imprensa, 511 milhões de euros representam o investimento directo a efectuar pelo Governo dos Açores, contemplado num conjunto de acções promovidas directamente pelos departamentos da administração regional, e as restantes verbas serão executadas por diversas entidades públicas.

Os valores inscritos representam um aumento de 5,5 milhões de euros no total do investimento público e um crescimento de 2,4 milhões de euros no investimento direto da Região para 2019. 

Ontem, em Ponta Delgada, na reunião do Conselho Regional de Concertação Estratégica foi apresentada e analisada a Anteproposta de Plano para 2019. A reunião deste órgão de consulta e concertação nos domínios das políticas económicas, sociais e ambientais, que integra representantes dos parceiros sociais da Região, decorreu na sequência do Conselho do Governo realizado Quinta-feira, que aprovou os referidos documentos. Nos termos do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, estão a ser consultados, todos os Conselhos de Ilha, órgãos a quem compete emitir parecer sobre as matérias de interesse para cada uma das ilhas. No próximo mês, as propostas, depois de aprovadas em Conselho do Governo, serão entregues na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para debate e votação em plenário.