Quinta, 09 Setembro 2010
Lugares que visitei
O Conservatório de Ponta Delgada PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

O Letrinhas entrou em 2009 cheio de novas ideias. Depois do regresso à escola e da adopção de um cachorrinho, o nosso amiguinho resolveu que precisava de música na sua vida. Após ler um anúncio, no seu jornal preferido, o Diário Infantil, acerca da abertura de inscrições no Conservatório Regional de Ponta Delgada, o Letrinhas decidiu que o seu futuro passaria pela música e por ser um grande baterista.
Quando chegou da escola, onde havia lido o anúncio, O Letrinhas falou com os pais acerca das suas intenções e os mesmos concordaram em levá-lo ao conservatório para falar com a responsável.
O Letrinhas já se imaginava a tocar bateria, de fita na cabeça, todo energético. Essa noite o nosso amiguinho, emocionado, dormiu pouco, mas no pouco que dormiu ele sonhou que estava num palco a tocar perante centenas de coleguinhas que vibravam ao som da sua bateria. No dia seguinte, após as aulas, o nosso amigo foi finalmente conhecer o Conservatório Regional de Ponta Delgada.

Continuar...
 
Letrinhas visita Escola do seu padrinho e conta as novidades PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Este mês, o Diário Infantil foi visitar os meninos que frequentam a escola EB1/JI dos Foros, na freguesia da Conceição, na cidade da Ribeira Grande, que é também a escola que frequenta o Rui César, padrinho do Letrinhas.
Fomos recebidos pela coordenadora Hirta Manuela Pascoal Tavares, professora há 19 anos, que nos explicou que a escola foi construída nos anos sessenta e funciona num edifício de Plano Centenário, tendo sido remodelada no ano lectivo 98/99, mantendo as mesmas características.
A coordenadora revelou-nos que este edifício possui oito salas de aula, duas delas destinadas ao Jardim-de-infância e seis destinadas às aulas dos alunos do 1.º Ciclo, bem como há um polidesportivo, onde as crianças fazem Educação Física, acompanhadas de um professor especializado. No entanto, existe ainda uma sala do Jardim-de-infância a funcionar no edifício da Junta de Freguesia da Conceição, porque o espaço da escola não chega para tantas crianças. Ao todo, a escola tem 209 alunos, sete professores do 1º ciclo, um professor do Núcleo de Educação Especial, um professor de apoio e substituição e seis auxiliares, mas uma está na Junta de Freguesia para prestar apoio aos meninos do Jardim-de-infância. Portanto, são poucas auxiliares para tantos meninos, contou-nos Hirta Tavares.
A EBJ1/JI dos Foros não tem cantina, mas apenas um pequeno refeitório. Há uma empresa que fornece as refeições, que consta de uma sopa, sanduíche, peça de fruta ou iogurte. Há também meninos que trazem a sua refeição de casa.
A coordenadora revela que a escola tem ADES para actividades facultativas e um atelier de EVT, onde os meninos dão largas à imaginação. Há também, para o 4º ano, uma disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, mas só para os que se interessam.
No segundo semestre a escola vai ter teatro, para que os mais pequenos possam aprender a arte de representar e dramatizar.
A coordenadora gostaria que a escola tivesse mais equipamento didáctico. Têm alguns computadores (sete para oito salas), mas foi porque aderiram à Campanha do Modelo e porque a BEL Portugal também ofereceu um computador e a Internet.
A escola também aderiu ao projecto Eco-escola e o lema do Núcleo vai ser o de trabalhar a Reciclagem. A nível de projecto de escola, Hirta Tavares conta que pensam trabalhar sob o lema de “Uma escola de futuro num planeta de futuro e bem-estar”.
Ana Paula Pimentel, professora de Rui César, disse-nos que a turma onde o padrinho do Letrinhas está inserido é muito faladora, mas a nível de aproveitamento escolar é boa.
Quando soube que o Rui César ganhou o passatempo do Diário dos Açores/BCA diz que ficou satisfeita, porque “é sempre compensador e gratificante saber que um aluno nosso ganhou um prémio”.
Quanto aos outros colegas de turmas, a professora de turma diz que reagiram bem, mas também eles ficaram com vontade de participar.
No página da Secretaria da Educação pode ler-se que “a escola dos Foros, embora se encontre situada num meio citadino, possui algumas características rurais. A população dedica-se à agro-pecuária, ao comércio, à construção civil e à indústria, nomeadamente lacticínios (com um valor bastante significativo para o concelho), licores, panificação, pastelaria, entre outros serviços”.
Nesta cidade é possível encontrar várias instituições, entre as quais: Bancos; Centro de Saúde; Santa Casa da Misericórdia; Centro de Bem-estar Infantil e Juvenil Jacinto Ferreira Cabido; Lar de Idosos; Centro de Dia; Casa do Povo; Bombeiros Voluntários e lojas de comércio diversificado.
No que respeita à ocupação dos tempos livres, existe um Jardim Municipal, um parque infantil (que os pais querem que seja remodelado, porque já não tem condições), uma Biblioteca, a Casa da Cultura, um Teatro Centro Cultural, um Grupo Folclórico, um campo de jogos, grupos de teatro, Filarmónicas, Academia Musical, grupo de futebol, entre outros.
“Quanto ao aspecto sócio-cultural e económico da comunidade, este pode ser considerado médio e diversificado, uma vez que integra pessoas com elevados recursos económicos e formação académica superior, bem como outras com parcos recursos económicos, sendo apoiadas pelo Instituto de Acção Social – R.M.G”.
A EB1/JI de Foros não apresenta problemas de indisciplina significativos, mantendo uma boa relação com os pais e a comunidade. Os pais são pouco problemáticos, participando nas actividades que a escola se propõe a desenvolver no Projecto Educativo, bem como nas actividades da comunidade para as quais a escola é chamada a participar.
Quanto ao pessoal não docente, existem, na escola, seis auxiliares de acção educativa.
Relativamente ao pessoal docente, a escola funciona com quatro educadoras, seis professoras do 1.º Ciclo, uma professora de apoio e uma professora do Ensino Especial, todas elas a trabalhar em regime normal (das 9:00 às 12:00 e das 13:00 às 15:00, com excepção dos 3.º e 4.º anos que terminam às 16:00, devido às aulas de Educação Física, Educação Musical e Inglês).

Por Nélia Câmara

 

 
Gente de Palmo e Meio brinca em segurança PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Faltava pouco para as 15h30, quando chegamos à porta da creche e Jardim-de-infância "Gente de Palmo e Meio", mesmo em frente a uma das mais emblemáticas casas de espectáculos dos Açores – o Coliseu Micaelense. Um toque na campainha e de imediato a porta se abre para um novo mundo, cheio de colorido e muito desenho. Estamos no hall de entrada, mas percebe-se que estamos na casa dos mais pequenos. Passamos mais uma porta e deparamo-nos com um ambiente ligado à animação infantil. Aqui, somos recebidos por Beatriz Sousa, Presidente da Direcção, que em conjunto com o marido João Sousa, gerem o espaço aberto em 1995, e por onde já passou, até hoje, 585 crianças. Actualmente, o Jardim Infantil tem 120 meninos, 4 educadores, 1 enfermeira e 19 Auxiliares de Educação.
As crianças são distribuídas por salas com nomes de animais e de acordo com a idade dos pequeninos. Assim, temos os bebés na “Cegonha”; os de um ano e meio estão nos “Ursinhos”, os de 2 anos estão na sala “Caracóis”, os de 3 anos ficam nos “Golfinhos”, os de 4 anos estão nos “Pinguins” e os de 5 anos ficam nos “Pandas”.
Fazemos uma visita guiada acompanhados pela simpática senhora, que não deixa de nos dar todas as explicações. Paramos agora junto a um painel gigante cheio de desenhos construídos pelos mais pequenos. Estamos no que eles chamaram de “Jardim Encantado”, um nome apropriado ao espaço dedicado à natureza, construído com o apoio de um grupo de estagiários, ao abrigo do Programa “Estagiar U”. Isso quer dizer que há alunos da Universidade dos Açores que estão a tirar o curso para serem professores, mas que já estão a praticar a sua profissão. Assim, os futuros educadores, em conjunto com as crianças que frequentam o jardim infantil, criaram um cenário de como um jardim pode ser: mágico, limpo e respeitador das mais elementares regras ambientais.
Para a construção do jardim, os pequenos aprendizes usaram papel, cartão, embalagens de iogurtes, garrafas de plástico e esferovite. Ficaram a saber que a reciclagem é o reaproveitamento dos materiais como matéria-prima para um novo produto, e que os materiais mais utilizados neste processo são o papel, o vidro, o metal e o plástico.
Os recipientes para receber materiais recicláveis seguem o seguinte padrão:
Verde: vidro
Amarelo: metal/plástico
Vermelho: pilhas
Azul: papel
Para pintar o jardim, usaram tinta apropriada, pincéis, mas também os dedos, para estarem em contacto com a matéria-prima utilizada.
Beatriz Sousa explica que as crianças aprenderam a separar os materiais, mas só viram onde colocar o vidro; ou seja, não mexeram nele para não se cortarem.
Na altura, para que melhor percebessem como se deve respeitar o ambiente, participaram numa peça de teatro em que havia uma “bruxa má” que sujava o espaço e uma fada boa que, junto com as crianças, explicava o que não se devia fazer. “Houve muita participação e eles divertiram-se muito, pois estavam sempre a chamar a atenção da “Bruxa Má” do que esta não devia fazer, chegando a envergonhá-la até ela perceber que não devia sujar o ambiente, como por exemplo, a água”, explica Beatriz Sousa.
Mais à frente, deparamo-nos com um espaço denominado “Brincar em segurança”, onde se aprende as regras para que ninguém se magoe. Aqui aparece-nos dezenas de crianças de vários tamanhos e muito divertidas. São poucos os que estão envergonhados com a nossa presença. Todos querem falar e participar na fotografia que o Pedro Monteiro está a fazer para registar o momento descontraído.
Mais à frente, temos um corredor coberto de fotografias, de todos os meninos que passaram pela instituição e que já estão noutras escolas. Logo a seguir saímos para um imenso parque infantil, onde não falta os balouços e os escorregas, e onde há também uma piscina de 50 cm. Aqui, todos se divertem e há brinquedos para todos, incluindo os cavalinhos tão do agrado dos mais pequeninos.
Beatriz Sousa explica-nos também que as refeições são feitas no Jardim Infantil e cuidadosamente confeccionadas pelas cozinheiras da casa. Semanalmente, a ementa é afixada num painel de parede e é muito variada, não esquecendo os legumes, a fruta, o peixe e a carne.
Quanto ao processo educativo, cada educadora tem o seu plano pedagógico que está afixado em cada sala, semana a semana, para que os pais saibam o que os seus filhos estão a aprender, diz-nos Beatriz Sousa.
Está na hora de irmos embora. Despedimo-nos com a promessa de um dia mais tarde voltarmos. Certo é que passamos uma tarde maravilhosa.

 

Por Nélia Câmara

 
Jardim de Infância Os Pintainhos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Ensinar a respeitar o ambiente

 

No Jardim de Infância «Os Pintainhos», situado na Fajã de Baixo, em Ponta Delgada, que acolhe 46 crianças dos 3 aos 5 anos de idade, decidiu-se trabalhar, este ano, o tema da Natureza, tendo escolhido o tema da reciclagem para este mês.
Carla Pereira, uma das educadoras, conta que para aprenderem a reciclar, as educadoras perguntaram às crianças o que se deveria fazer com o que se põe no lixo. Para perceberem quais os materiais que podem ir para os ecopontos, fizeram recortes de produtos em revistas e viram o que se podia ou não reciclar. Algumas ainda se enganam nas cores, mas a maioria já sabe separar. Todas as crianças se mostraram interessadas e uma delas até perguntou à mãe por que razão o lixo não era separado em casa.
Durante as idas à praia, todas viram que não se podia deitar nada na areia ou na água. Nesta experiência de reciclagem, algumas crianças perguntaram às educadoras se a roupa que não servia também podia ser reciclada ou se esta tinha de ir para o lixo. Quando as educadoras disseram que não se reciclava, as crianças decidiram fazer uma recolha de sapatos, roupas e brinquedos para serem dados ao Lar Bom Jesus.
Durante as actividades sobre a reciclagem, alguns objectos foram construídos com materiais usados: pasta de papel, jogos, instrumentos musicais, tal como castanholas e maracas, e fantoches com colheres de pau decoradas. Algumas garrafas foram aproveitadas, para isso foram decoradas e agora servem para porem os lápis. Com a construção desses objectos, as crianças aprendem que os materiais utilizados podem ter outra utilidade, isto é, podem ser utilizados outra vez para dar vida a outro objecto. Durante o ano também mostram ser verdadeiras ambientalistas, porque as folhas usadas para fazerem desenhos a lápis ou tinta são de papel reciclável. Neste momento, estão a fazer as capas de fim do ano que mostram o mar. Seguindo outra vez pelo caminho da preservação do ambiente, as escamas dos peixes serão feitas com o alumínio da parte interior das embalagens usadas de sumos.
A educadora diz que, como as crianças têm uma memória curta, todo o trabalho feito no Jardim de Infância deve ser continuado em casa com os pais. Seria importante chegarem a casa e também terem lá ecopontos. Todo o trabalho feito este ano serve para as crianças saberem da importância de se proteger aquilo que é de todos nós: o nosso planeta.